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Economia Especialistas demonstram preocupação com o ritmo de deterioração das contas externas do Brasil

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Se o governo preferir negar a realidade dos números das contas externas, a taxa de câmbio, que tanto assustou no final do ano, voltará a aterrorizar o País.

Foto: Reprodução
Se o governo preferir negar a realidade dos números das contas externas, a taxa de câmbio, que tanto assustou no final do ano, voltará a aterrorizar o País. (Foto: Reprodução)

O déficit em transações correntes no balanço de pagamentos em fevereiro de 2025 foi de US$ 8,8 bilhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024 (déficit de US$ 3,9 bilhões), de acordo com o relatório Estatísticas do Setor Externo, do Banco Central (BC). Apesar de o governo ter celebrado o fato de os Investimentos Diretos no País (IDP) terem registrado ingressos líquidos de US$ 9,3 bilhões também no mês de fevereiro deste ano, ante US$ 5,3 bilhões em fevereiro de 2024, especialistas demonstram preocupação com o ritmo de deterioração das contas externas do Brasil.

O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2025 somou US$ 70,2 bilhões (3,28% do PIB), enquanto o IDP acumulado no período totalizou US$ 72,5 bilhões. A diferença entre os dois indicadores é de apenas 0,1 ponto percentual do PIB, o que, de acordo com análise da corretora Genial Investimentos, não se observava desde maio de 2020, quando o País vivia o auge da pandemia de covid-19. “Esse fato reacende o debate acerca da ocorrência dos chamados ‘déficits gêmeos’, situação na qual uma deterioração nas contas do governo (déficit fiscal) leva a uma piora das contas externas (déficit em conta-corrente)”, destacam os economistas da Genial.

Como de praxe, a gestão Lula da Silva dá ênfase extrema a questões que, embora potencialmente positivas, como a melhora das exportações na esteira da supersafra deste ano, não deveriam servir de desculpa para justificar o pendor por gastos do governo.

Se a tendência natural, do lado das importações, é de declínio para conter o aquecimento da economia e ajudar a mitigar a inflação, não é segredo para ninguém que do lado externo a única garantia é de incerteza, já que desde que voltou à Casa Branca Donald Trump não para de entregar o que prometeu: desarranjo e confusão em escala global.

Mas nem tudo é culpa do presidente americano. Internamente, o governo Lula não para de anunciar medidas que vão na contramão de esfriar uma economia superaquecida, o que em nada contribui com o desenvolvimento econômico sustentado.

Também na questão das contas externas, mais uma vez o Banco Central comporta-se como o único adulto sentado à mesa. Numa outra publicação periódica, o Relatório de Política Monetária (RPM), o BC ampliou a projeção de déficit em conta-corrente do Brasil em 2025 de US$ 58 bilhões para US$ 62 bilhões (2,8% do PIB).

No RPM, embora projete que o IDP no País em 2025 fique em linha com o registrado no ano passado (na casa de US$ 70 bilhões), o BC reconhece que “os riscos para o cenário, no entanto, aumentaram, com a maior incerteza gerada pela intensificação das disputas no comércio internacional”.

Por mais que se torturem os números para deles extrair uma narrativa mais conveniente para o governo, incerteza global elevada, contas externas estressadas e juros domésticos de dois dígitos não compõem um quadro satisfatório.

Se o governo preferir negar a realidade dos números das contas externas, a taxa de câmbio, que tanto assustou no final do ano, voltará a aterrorizar o País.

(Com informações do Estado de S.Paulo)

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