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Por Redação O Sul | 13 de março de 2019
Os Estados Unidos suspenderam todos os voos com o Boeing 737 MAX no país, informou nesta quarta-feira (13) a Autoridade Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). A medida vale tanto para o modelo 8 quanto para o 9 – ambos produzidos pela fabricante norte-americana.
A agência disse, em comunicado, que tomou a decisão após encontrar semelhanças entre o acidente ocorrido na Etiópia, no domingo, e a queda do voo da Lion Air na Indonésia no fim do ano passado. As duas aeronaves eram do modelo 737 MAX.
A FAA também informou que a decisão foi tomada após análise de dados e novas provas coletadas nesta quarta-feira – mas não detalhou quais seriam essas provas. A medida vale enquanto durarem as investigações.
Com a decisão, a FAA acata parcialmente um pedido da Boeing feito pouco antes. A fabricante solicitou que a agência recomendasse ao mundo inteiro a interrupção dos voos com o 737 MAX – e não apenas aos EUA.
A própria Boeing escreveu que os modelos não devem voar enquanto durarem as investigações, medida que considera “zelo em excesso para assegurar a segurança da aeronave ao público”. “A Boeing continua a ter total confiança na segurança do 737 MAX”, diz o comunicado.
Antes, a FAA e a Boeing consideravam que não havia razão suficiente para parar os voos com aeronaves do modelo 737 MAX. Após a decisão, as ações da fabricante caíram vertiginosamente.
Com a ordem da FAA, os EUA se juntam aos mais de 50 países que suspenderam os voos com aeronaves Boeing 737 MAX. Em alguns casos, as próprias companhias aéreas nacionais decidiram não mais voar com aviões do tipo.
Trump anunciou a medida
A medida foi anunciada antes dos comunicados da FAA e da Boeing pelo presidente Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.
“Os pilotos foram notificados, as companhias foram todas notificadas. As empresas aéreas concordam com isso. A segurança do povo norte-americano e de todas as pessoas é nossa maior preocupação”, declarou Trump na Casa Branca.
Pilotos relatam problemas
A ordem da FAA saiu depois que vários pilotos americanos relataram incidentes com os comandos do Boeing 737 MAX 8. Segundo documentos públicos, vários dos incidentes parecem estar relacionados com o sistema de controle destinado a evitar a desestabilização da aeronave.
O sistema, chamado “MCAS” (Manoeuvering Characteristics Augmentation System), estava envolvido acidente de um Boeing 737 MAX da companhia indonésia Lion Air, que deixou 189 mortos em outubro do ano passado.