Quarta-feira, 02 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 1 de abril de 2025
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que a esquerda precisa “despertar” para as eleições de 2026 e que o nome da direita para a disputa presidencial é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A análise foi dada na segunda-feira (31), durante um evento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Dirceu, que se prepara para disputar as eleições do próximo ano concorrendo a uma vaga de deputado federal, destacou que a esquerda precisa se organizar de maneira mais eficiente para enfrentar a direita nas urnas.
O petista também pediu uma maior conexão entre os quadros progressistas do país, argumentando que, enquanto a direita “sabe o que quer”, a esquerda ainda parece incerta sobre seus objetivos. Para Dirceu, é essencial que a esquerda encontre uma plataforma clara e unificada, se preparando para os desafios eleitorais futuros. “Nós precisamos saber o que nós queremos”, disse o ex-ministro, enfatizando a importância de um planejamento estratégico bem definido.
Ele defendeu uma maior presença da esquerda nas ruas e afirmou que, apesar de parte da direita não querer mais o ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial devido à sua inelegibilidade, o nome de Tarcísio de Freitas já se apresenta como o mais forte.
Segundo Dirceu, o governador de São Paulo está sendo “abraçado” pelo mercado como o candidato ideal, especialmente devido aos programas de privatização que ele poderia implementar em caso de vitória. Dirceu alertou que a esquerda precisa estar atenta a essas movimentações e se preparar para as eleições de maneira antecipada, dado o pouco tempo restante até o pleito.
“Nós temos que começar a pensar em uma plataforma. É preciso despertar, a eleição está aí. Em outubro começa a campanha eleitoral. Ela será em outubro do ano que vem, mas começa agora. Nós temos pouco tempo”, afirmou Dirceu, antes de continuar. “O candidato da direita chama-se Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. E a elite de São Paulo já o abraçou.”
Dirceu também comentou a manifestação contra a anistia ao 8 de Janeiro, realizada no domingo, destacando que, embora o evento tenha atraído um público reduzido de cerca de 7 mil pessoas, o importante era a mobilização e a luta nas ruas. Para ele, a presença do povo nas manifestações populares é fundamental para a resistência contra as pautas defendidas pelos bolsonaristas. Dirceu acredita que a melhor forma de se opor ao projeto bolsonarista é intensificar as manifestações, sem se deixar desanimar pelos números.
“Foram só 7 mil pessoas (no ato de domingo), mas não tem importância, o importante é ir para as ruas e lutar”, afirmou. “Nós temos que ter consciência de que, se nós não nos levantarmos, eles nos vencerão, como já aconteceu no passado”, concluiu. (Com informações do jornal O Globo)