Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2017
Depois de mais de 30 anos fechada à atividade de mineração, uma imensa área da Amazônia rica em ouro será concedida à iniciativa privada. Portaria publicada no Diário Oficial da União abre caminho para a extinção da chamada Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados), criada em 1984. A expectativa do governo é leiloar áreas no fim do ano.
Apesar de ter cobre no nome, a reserva, localizada entre os Estados do Amapá e do Pará, é rica sobretudo em ouro, mas também em tântalo, minério de ferro, níquel, manganês e outros. Não há informações sobre o tamanho dos depósitos de ouro e outros minerais associados, mas a avaliação do Ministério de Minas e Energia é de que a área pode se tornar de relevância mundial.
“Acreditamos que nessa área possa ser desenvolvido um projeto ímpar no mundo, com uma gigantesca atratividade para ouro”, disse Vicente Lôbo, secretário de Geologia e Mineração do ministério. Para Victor Bicca, diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral, pode vir a ser tão representativa quanto é Carajás para o minério de ferro. A reserva tem 46 mil quilômetros quadrados.
Mineradores nutrem grande expectativa em relação à abertura da reserva. “Considero que a portaria é uma vitória do setor mineral. Há muito tempo a gente preconiza é a liberação dessa área”, diz Marcelo Tunes, diretor de assuntos minerários do Ibram, entidade que reúne mineradoras com operação no País.
Antes da criação da reserva, havia 171 requerimentos de pesquisa; depois, 482. O governo vai indeferir os pedidos feitos depois de 1984 e as áreas serão tornadas disponíveis para concessão. Mas os títulos concedidos antes dessa data serão analisados pelo DNPM e podem vir a ser outorgados. Antes de criar a Renca, o governo havia concedido 25 autorizações de pesquisa e duas concessões de lavra.