Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 27 de janeiro de 2025
Uma cerimônia no Palácio Piratini, em Porto Alegre, marcou nessa segunda-feira (27) a adesão formal do governo gaúcho a um documento da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) que define as características do “antissemitismo”, como é conhecido o preconceito contra judeus.
A ideia é ter na definição uma espécie de balizador para que governos, autoridades e sociedade como um todo entendam e identifiquem casos de antissemitismo.
“O antissemitismo é uma determinada percepção dos judeus, que se pode exprimir como ódio em relação aos judeus”, conceitua o texto. “Manifestações retóricas e físicas de antissemitismo são orientadas contra indivíduos judeus e não judeus e/ou contra os seus bens, instituições comunitárias e instalações religiosas”.
A data do evento na sede do governo gaúcho coincidiu com o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que marca a libertação dos prisioneiros do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, em 1945, ao fim da 2ª Guerra Mundial.
Outros 11 Estados brasileiros já adotam o conceito como forma de combater esse tipo de intolerância. Na lista estão Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia, Roraima, Goiás e Distrito Federal. Já em caráter internacional, a iniciativa tem como signatários países como Argentina, Uruguai, Canadá e Estados Unidos, em um total de 40.
Dados indicam um aumento de quase 600% nas denúncias de antissemitismo no Brasil desde o início do conflito entre Israel e Hamas, em outubro de 2023. A informação é da Confederação Israelita do Brasil (Conib), em parceria com a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp),
Com a palavra…
Participaram da solenidade o governador Eduardo Leite, secretários de Estado, o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, e a presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs), Daniela Raad. Ao rubricar o documento, o chefe do Executivo gaúcho frisou:
“Esta adesão reforça nosso compromisso com a construção de uma sociedade que respeita e celebra suas diferentes culturas, religiões e origens. O Rio Grande do Sul tem uma história rica de diversidade e é nosso dever proteger esse patrimônio. Em um momento no qual vemos o aumento de manifestações de ódio e intolerância no mundo, precisamos ser firmes na defesa do respeito e da dignidade”.
(Marcello Campos)
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