Terça-feira, 29 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2021
O Ministério de Minas e Energia deve realizar em breve uma licitação para fechar a compra da produção de usinas de geração de eletricidade movidas à biomassa, o que ocorre diante de uma crise hídrica que tem pressionado o nível dos reservatórios das hidrelétricas do Brasil.
A informação foi confirmada pela pasta nesta sexta-feira (11), após a notícia de que usinas de cana-de-açúcar vinham conversando com membros do governo sobre medidas que poderiam permitir uma maior geração de energia em suas instalações, com vistas a apoiar o sistema elétrico.
“A previsão é de que a portaria de consulta pública das diretrizes do leilão de contratação de biomassa seja publicada até o final deste mês”, disse o ministério em nota.
Levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) apontou que centrais movidas a biomassa principalmente de bagaço de cana poderiam gerar 1.249 gigawatts-hora (GWh) adicionais em energia entre julho e dezembro de 2021 e mais que o dobro disso em 2022 com medidas de incentivo do governo, como um leilão emergencial para compra da produção extra.
Apagões
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque disse que o Brasil está em alerta para evitar apagões ou racionamento de energia. Bento afirmou que pasta monitora o setor elétrico e está atenta à crise hídrica.
Ele adiantou ainda que desde o ano passado, o Ministério possui um plano de ação para suprir essa demanda. principalmente durante e pós o período da seca.
Albuquerque disse ainda que a bandeira deve continuar no patamar vermelho nos próximos meses, justamente pela escassez de chuvas prevista, o que significa conta de luz mais cara para o consumidor.
Etanol
O Ministério de Minas e Energia divulgou nota nesta semana afirmando que não há problemas na oferta de etanol. “Após consultas às principais associações de agentes distribuidores e revendedores de combustíveis do País, o Ministério de Minas e Energia informa que o abastecimento de etanol combustível encontra-se em plena normalidade em todo o País”, diz o comunicado. “Não há qualquer registro de falta de produto e, cabe ressaltar, a produção de etanol está em plena safra.”
No mês passado, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e outras entidades pediram, em ofício ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a redução temporária da mistura de etanol à gasolina C de 27% para 18%. No ofício afirmam haver preocupação com o custo do etanol anidro nos preços da gasolina e também com a baixa oferta de etanol.