Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2018
A conta do Senado da Bolívia no Twitter sofreu um ataque nesta terça-feira (8), durante o qual foi postada uma mensagem sobre a falsa morte do presidente do país, Evo Morales, e outra de conteúdo obsceno sobre o governante.
A Câmara de Senadores da Bolívia explicou em comunicado que a conta na rede social “foi hackeada por um período de cinco minutos”.
“Neste período de tempo conseguiram fazer duas publicações, motivo pelo qual esclarecemos que as mesmas são falsas e não correspondem à instituição”, detalhou.
A “administração total” da conta foi recuperada nesse tempo, segundo o comunicado da Direção de Comunicação e Imprensa da Câmara Alta, que agradeceu a compreensão dos usuários.
“Lamentamos a morte do nosso presidente Evo Morales. Nossas condolências à sua família e às pessoas mais próximas”, afirmava uma das mensagens, acompanhada de uma foto do presidente na qual aparecia com faixa e medalha presidencial em frente a uma bandeira da Bolívia.
A outra mensagem mostrava a silhueta de um órgão sexual masculino junto ao desenho de uma pessoa comendo, com um texto alusivo em tom obsceno, enquanto abaixo se via a mesma foto de Morales, mas adaptada a essa silhueta e o desenhado cuspindo a comida com a cara contrariada.
O incidente provocou vários comentários de usuários da rede social na Bolívia.
Salário
Morales defendeu na última sexta-feira (4) que seu salário como chefe de Estado, equivalente a US$ 3.483 mensais, “é o mais baixo de toda a América”. Morales fez este comentário durante um ato no centro do país, por conta de algumas críticas por ter aumentado seu salário um 5,5%, em consonância com o aumento do salário básico em vigor desde o último dia 1º de maio na Bolívia. Neste sentido, ressaltou que é considerado como o presidente latino-americano que “mais trabalha, mas ganha pouco”.
O governo boliviano divulgou uma lista comparativa de presidentes latino-americanos na qual Morales aparece na lanterna em relação ao valor do salário, longe dos US$ 19.300 mensais do presidente guatemalteco, Jimmy Morales, que lidera o ranking publicado pelo Executivo da Bolívia.
A esse respeito, argumentou que seu governo se rege não por dinheiro, mas pelo “interesse da pátria”, e que este salário é inclusive menor de que quando era deputado, há mais de 12 anos, já que então ganhava o equivalente a US$ 3.600.
Neste ponto, lembrou que quando era deputado foi expulso do Congresso do seu país por defender uma diminuição dos salários dos políticos e chegou a ser chamado de “Bin Laden andino”. Além disso, indicou que seus antecessores na presidência recebiam até US$ 5.768 ao mês e foi ele quem rebaixou o valor até menos de US$ 3.500.
Morales promulgou na terça-feira (1º), durante os atos do Dia do Trabalho, um decreto que estabelece para este ano um aumento salarial, retroativo a 1º de janeiro e obrigatório para as empresas, de 5,5% no salário básico e do 3% no mínimo, até o equivalente a US$ 296.