Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2015
O empresário Francisco Pereira Ferreira, 70 anos, tinha uma rotina de levantar a cada meia hora para urinar. Foram ao menos 240 noites sem conseguir dormir por mais de 30 minutos até a situação ficar insustentável e ele decidir procurar um médico.
Logo no primeiro exame clínico, Ferreira recebeu o diagnóstico: estava com HPB (Hiperplasia Prostática Benigna), mais conhecida como o aumento benigno da próstata.
A doença, que atinge um quarto dos homens a partir dos 60 anos, segundo especialistas, consiste no crescimento da próstata e, consequentemente, na compressão da bexiga, fazendo com que a capacidade de armazenamento da urina diminua e o paciente comece a sentir uma vontade incontrolável de ir ao banheiro.
“Eu saía correndo e, quando chegava na privada, fazia pouquíssimo xixi. E ainda por cima sentia uma queimação e sangrava”, contou Ferreira.
Além do desconforto causado pela sensação de não esvaziamento da bexiga, o urologista Alex Meller explica que a vida sexual do paciente fica comprometida.
“A hiperplastia não causa disfunção, mas por causar dor e desconforto acaba interferindo na vida sexual do paciente”, explica o médico.
Muitos buscam atendimento já com a doença em estágio avançado, como o caso de Sebastião Fortunato, 68. “Eu cheguei [no hospital] com a próstata três vezes acima do normal”, conta ele, que foi imediatamente internado para fazer uma cirurgia.
O urologista Joaquim Claro ressalta que os pacientes com sintomas graves, como o caso de Fortunato, são tratados com tecnologia de última geração. “Os procedimentos a laser são minimamente invasivos e o paciente recebe alta em poucos dias.” (DSP)