O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,36% na quarta semana de novembro. O resultado é 0,04 ponto percentual superior ao registrado na semana anterior. O indicador acumula alta de 3,01% no ano e de 3,35% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (01) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,01% para 0,33%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -4,93% para 3,88%.
Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,39%), Vestuário (-0,27% para 0,01%), Comunicação (0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (0,01% para 0,08%) e Transportes (0,79% para 0,80%).
Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,60% para -0,31%), roupas (-0,40% para -0,01%), pacotes de telefonia fixa e internet (1,09% para 1,80%), alimentos para animais domésticos (-1,20% para -0,61%) e gasolina (2,51% para 3,17%).
Em contrapartida, os grupos Habitação (0,80% para 0,77%) e Alimentação (-0,19% para -0,26%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens móveis para a residência (0,36% para -0,60%) e hortaliças e legumes (-0,99% para -3,91%).
Indústria
O ICI (Índice de Confiança da Indústria), divulgado na quinta-feira (30) pela FGV, avançou 2,9 pontos em novembro, para 98,3, o maior desde janeiro de 2014 (100,1 pontos). Após cinco altas consecutivas, o ICI acumula alta de 8,8 pontos no segundo semestre deste ano.
“A retomada da confiança industrial vem ganhando consistência nos últimos meses. A produção do setor vem crescendo e os estoques se ajustaram, um cenário virtuoso que se reflete nas decisões estratégicas de contratação de pessoal”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV.
A alta da confiança industrial alcançou 13 dos 19 segmentos industriais em novembro de 2017. O IE (Índice de Expectativas) subiu 4,2 pontos, para 99,4 pontos, acumulando alta de 7,3 pontos no segundo semestre. O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 1,7 ponto, para 97,2 pontos, com alta de 10,2 pontos no mesmo período.
A melhora na percepção sobre os estoques foi o principal fator a contribuir para a alta do ISA no mês. Entre outubro e novembro, a parcela de empresas que avaliam o nível dos estoques como excessivo caiu de 11,3% para 8,7% do total – a menor desde maio de 2013 (8,1%). Já a parcela das que o consideram insuficiente permaneceu relativamente estável, ao passar de 4,1% para 4,0% do total.
A principal contribuição para a alta do IE em novembro veio do indicador de expectativas com a evolução do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador subiu 6,6 pontos, para 99,3 pontos – o maior desde dezembro de 2013 (99,8).