Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2025
O irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Eduardo Torres, que trabalha no PL, despertou a indignação de membros do partido, ao fazer uma visita à casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, há cerca de dois meses.
Interlocutores de Anderson relataram que Eduardo avisou o ex-ministro que Michelle Bolsonaro deve apoiar à candidatura de Celina Leão ao governo do Distrito Federal e que e ele não teria essa vaga, caso pensasse em entrar na disputa.
A história contada por integrantes do PL é outra. Eles afirmam que, no encontro, o irmão de Michelle mandou que Anderson se afastasse da política partidária do Distrito Federal. Segundo correligionários do PL, a visita teria pego o ex-ministro de surpresa, que reportou o fato a membros da sigla.
Causou grande incômodo entre parlamentares da legenda o fato de o irmão da ex-primeira-dama buscar Anderson, que é réu no julgamento da tentativa de golpe com Jair Bolsonaro e que chegou a ficar preso. Hoje, ele está em casa monitorado por tornozeleira eletrônica.
A tensão foi tamanha que o caso escalou para Jair Bolsonaro. Integrantes do PL se queixaram da postura do irmão de Michelle. O ex-presidente mostrou apoio ao ex-ministro da Justiça.
Aliados de Anderson relataram que ele recebeu um recado de que Bolsonaro deu aval para que continue com voz nas decisões políticas do PL e que, se estiver elegível, terá seu apoio no que se candidatar.
O ex-ministro da Justiça tem destacado, no entanto, que hoje seu foco não é a política e sim sobrevier aos processos que enfrenta na Justiça. A aliados, disse ainda que a conversa com o irmão de Michelle foi respeitosa e cortês.
Mesmo assim, a conversa que Eduardo teve com Anderson foi motivo de embate dentro do PL. O irmão da ex-primeira-dama chegou a discutir com membros da sigla, ao saber que eles ficaram irritados com sua visita ao ex-ministro.
No último sábado (29), Eduardo Torres voltou à casa de Anderson. Desta vez, foi ao local para destacar que ele tem apoio do ex-presidente Bolsonaro.
No partido, a ação do irmão da ex-primeira-dama foi encarada como uma tentativa de se fortalecer na legenda, já que seu plano é ser candidato a deputado pelo DF. Em 2022, Eduardo Torres tentou se eleger para uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas perdeu a eleição. (Com informações do jornal O Globo)