Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A legislação exige que os veículos deem espaços idênticos a todos os candidatos a cargos majoritários nos noticiários. Por isso, são acompanhados por repórteres e precisam ter declarações na ponta da língua. Não poupam nada ao dar asas à imaginação. Quem reunir tudo o que prometem verá o desenho de um país de primeiríssimo mundo.
Perda de tempo
Até 15 de outubro, os deputados poderão apresentar emendas ao projeto de orçamento do Estado para 2019. O prazo vale também para entidades e grupos mínimos de 500 eleitores que queiram protocolar sugestões. Com as contas engessadas e o déficit previsto de 7 bilhões e 400 milhões de reais, será mais fácil achar uma agulha num palheiro do que aprovar as proposições.
Resumindo
A arrecadação do governo do Estado, no próximo ano, será de 50 bilhões e 400 milhões de reais. As despesas irão a 57 bilhões e 800 milhões. Não há protestos em relação à situação caótica, resultado de muitos anos em que o rombo foi crescendo.
Sem aumento
A Câmara Municipal de Porto Alegre realiza, hoje à tarde, a última sessão plenária do mês. É também o prazo final para votação do projeto de aumento do IPTU. Por lei, deve haver um período de 90 dias entre a aprovação e a entrada em vigência de novos valores. A bancada governista não tem os 19 votos necessários. Significa que os moradores pagarão só o reajuste o índice da inflação nos carnês de 2019.
Buscando se identificar
Zé Ninguém é taxista, tem 42 anos e concorre a deputado federal pelo PRP do Rio de Janeiro. Lance de marketing de Emerson de Oliveira. Vai longe.
Psicodélicos
É constante o surgimento de candidatos em eleições majoritárias que, mesmo tendo percentual zero, garantem que vencerão no 1º turno. Sem perda de tempo, redigem o discurso de posse e vão ao alfaiate tirar as medidas do terno para a solenidade.
Estava blindado
A 26 de setembro de 1998, o Datafolha mostrou que Fernando Henrique Cardoso recuou de 48 para 46 por cento nas intenções de votos. A expectativa era de perda maior, após discurso que fez sobre a crise econômica. Mencionou novos sacrifícios e a hipótese de aumentar impostos. Lula permanecia com 25 por cento.
Ganho aparente
O governo federal curvou-se à exigência e tabelou os fretes, fazendo a alegria dos caminhoneiros. Era a condição para terminar a greve. Iludiram-se. Cada vez mais, grandes indústrias compram caminhões e organizam frotas próprias. Mercado é isso.
Vão desencalhar
Um dos tabus no país é que o patrimônio público não pode ser vendido. Com déficit crescente, o INSS decidiu deixar os teóricos de lado e vender 3 mil e 800 casas, apartamentos, lojas e terrenos que têm. Estão fechados, abandonados, invadidos ou alugados por valores irrisórios. Governo não é imobiliária. A expectativa é de obter 6 bilhões de reais.
O mesmo caminho será tomado com imóveis da Rede Ferroviária Federal, extinta há 19 anos. A arrecadação prevista é de 1 bilhão e 400 milhões de reais.
Paixão pelo Carnaval
Alceu Collares tem vínculo com o Carnaval desde o tempo em que morou em Bagé. Depois, em Porto Alegre, integrou a ala de compositores da Escola de Samba Trevo de Ouro, que tinha sede na rua Joaquim Nabuco, Cidade Baixa.
Neste sábado, às 20h, haverá o lançamento do samba-enredo da Escola de Samba União da Vila do IAPI, que vai homenageá-lo no desfile de 2019. Será na Sociedade Gondoleiros, durante o jantar do Nhoque da Sorte.
Precaução
O camelódromo a céu aberto tem prioridade. Antes de começar a caminhar pelo Calçadão da Andradas, em Porto Alegre, é preciso tomar o cuidado de perguntar: tem um lugarzinho aí?
Antigo ditado
A política se parece um pouco com a lavagem de janelas. A sujeira está sempre do outro lado.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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