Terça-feira, 29 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2018
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou a dirigentes do PT que vai comparecer ao seu julgamento no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre.
A direção do partido prepara um grande ato de recepção a Lula no próprio dia 24, na volta do petista a São Paulo. No dia seguinte, a executiva nacional do PT fará uma reunião ampliada para reafirmar a candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto nas eleições de 2018, seja qual for o resultado do julgamento.
Lula foi condenado, em primeira instância, a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Se a condenação for confirmada pelo TRF-4, Lula pode ser impedido de disputar a eleição presidencial.
Oficialmente, a assessoria do Instituto Lula não confirma que o ex-presidente acompanhará o julgamento em Porto Alegre. Segundo o instituto, a defesa do petista solicitou ao TRF-4 que o ex-presidente seja ouvido durante o julgamento, mas o pedido ainda não foi apreciado pelos desembargadores do tribunal. A expectativa de Lula é de que o pedido seja acatado. Caso contrário, o ex-presidente disse a petistas que pretende ir mesmo assim para Porto Alegre. Ele deve chegar à Capital gaúcha no dia 22 ou 23 e participar das manifestações preparadas pelo PT.
O ato de recepção em São Paulo deve ser o ponto alto das mobilizações organizadas pelo PT e movimentos sociais que defendem o direito de o ex-presidente ser candidato. Além da recepção, o PT prepara uma onda de eventos que começará no dia 13, com um “dia nacional de mobilização”, e vai até o dia seguinte ao julgamento. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em 2018.
No dia 23, a presidente cassada Dilma Rousseff vai participar da abertura de uma vigília no Parque Harmonia, em frente ao TFR-4, em Porto Alegre. Há cerca de duas semanas, a Justiça Federal decidiu proibir um acampamento que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) pretendia fazer no parque, mas liberou o local para manifestações, com preferência para os grupos que apoiam o ex-presidente. O MST negocia com as autoridades da Capital gaúcha outro local para o acampamento.
No dia 22, um grupo de advogados brasileiros e estrangeiros vai participar de um debate público sobre o processo. De acordo com o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, vice-presidente do PT e coordenador das mobilizações em defesa do ex-presidente, o Fórum Social Mundial promete fazer um ato no dia 23, com a presença de líderes e entidades de esquerda de vários países. Além disso, o PT e suas lideranças têm difundido nas redes sociais o manifesto “Eleição Sem Lula é Fraude”, escrito pelo ex-chanceler Celso Amorim.