Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o favoritismo para a eleição presidencial de 2026, mas viu possíveis adversários do campo da direita terem variações positivas em meio a um momento em que o governo federal enfrenta altos índices de desaprovação.
De acordo com nova pesquisa da série Genial/Quaest divulgada nessa quinta-feira (3), o nome mais competitivo contra o petista é o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível por condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é réu sob acusação de comandar uma trama golpista após as eleições de 2022. Em eventual reedição do segundo turno do último pleito, Lula teria 44% dos votos, contra 40% de seu antecessor. Trata-se de um empate técnico, considerando a margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou menos.
Já no cenário de confronto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula teria hoje uma vantagem de 6 pontos percentuais, com placar de 43% a 37% favorável ao petista. Em janeiro, o ex-ministro de Bolsonaro tinha 3 pontos a menos nessa simulação, com 34% das intenções de voto. Lula manteve a mesma taxa nas duas pesquisas.
Também encurtaram a distância para o atual presidente os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e de Minas Gerais, Romeu Zema. Caiado passou de 26% para 30% das menções na simulação de um confronto direto com Lula, que oscilou de 45% para 44% nesse cenário. Já Zema variou de 28% para 31%, enquanto Lula recuou de 45% para 43% em eventual disputa entre os dois.
Lula também aparece com vantagem nas simulações contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e contra o ex-coach Pablo Marçal.
Rejeição
Apesar dos resultados mostrarem Lula à frente em todos os cenários (ainda que numericamente, no caso da simulação de confronto com Bolsonaro), a pesquisa revela também que a imagem do petista não passou incólume à desaprovação recorde que seu governo enfrenta. Hoje, são 55% os que dizem que não votariam no atual presidente, percentual que era de 49% em janeiro e de 45% em dezembro.
Quando perguntados se Lula deveria se candidatar à reeleição no ano que vem, quando completará 81 anos, 62% dos entrevistados disseram que “não”, contra 35% que afirmaram “sim”. No fim do ano passado, eram 52% os que torciam o nariz para uma nova candidatura do presidente, enquanto 45% apoiavam a possibilidade de um quarto mandato para o petista. Lula dizia na campanha de 2022 que não tentaria buscar um novo mandato, mas mudou o discurso após seu retorno ao Planalto.
Para 15% dos entrevistados, Tarcísio de Freitas deve ser o candidato da direita caso Bolsonaro não possa colocar seu nome nas urnas. O governador paulista aparece numericamente à frente de Michelle (14%) e de Pablo Marçal (11%). Abaixo do trio, foram citados também Ratinho Júnior (9%), Eduardo Bolsonaro (4%), Zema (4%), Caiado (4%), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, com 3% das menções.
No recorte dos eleitores que votaram em Bolsonaro na última eleição presidencial, há preferência maior por Michelle (26%) e Tarcísio (24%).
A pesquisa também mostra que o Brasil se mantém um país dividido. Cerca de um terço (33%) se declara bolsonarista ou de direita; outro terço (31%) se diz petista ou de esquerda; e o terço final (33%) declara não ter um posicionamento político definido. São 44% os que dizem ter mais medo de um eventual retorno de Bolsonaro à Presidência, contra 41% que declaram temor maior de um novo mandato para Lula.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 27 e 31 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, para um índice de confiança de 95%. (Com informações do jornal O Globo)