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Política Lula protela reforma e ministros viram “zumbis”, com eventos cancelados e ausência em viagens

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Indefinição do presidente tem causado desgaste no primeiro escalão. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A indefinição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre novas alterações na equipe tem causado desgaste a ministros, que sofrem com a fritura após seus nomes figurarem na lista de possíveis demissões. Aliados do petista avaliam que o presidente, ao protelar a continuidade da reforma ministerial, deixou parte dos auxiliares como “zumbis” em seus postos. O cenário inclui eventos desmarcados, ausência em viagens e lançamentos de programas adiados.

Um dos que estão nessa situação é o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, pasta alvo de cobiça de setores do PT. O cargo é considerado estratégico por fazer parte da chamada “cozinha” do Palácio do Planalto, formada pelos ministérios que ficam localizados na sede do Executivo, com acesso direto ao gabinete presidencial. Após a saída de Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e de Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), que também integravam esse seleto grupo, a demissão de Macêdo passou a ser dada como certa por integrantes do governo.

Macêdo é considerado um ministro apagado e sem protagonismo por alas do governo, que defendem usar a Secretaria-Geral como uma espécie de motor político da gestão. A pasta é responsável pela relação do governo com a sociedade civil e movimentos sociais. Esses grupos comentam que o ministro foi “esquecido” por Lula e chamam atenção para o fato de ele não viajar mais com o presidente, além de ter poucas reuniões com o chefe, mesmo despachando diariamente no 4º andar do Planalto, um acima do gabinete presidencial. Segundo registros das agendas oficiais, não houve nem uma reunião sequer entre os dois neste ano. No mesmo período de 2024, foram cinco compromissos.

No caso da ministra Cida Gonçalves, das Mulheres, o gabinete presidencial havia indicado à sua equipe que Lula participaria com ela de um evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher no qual seriam anunciadas políticas públicas voltadas ao segmento. A pasta chegou a mudar a data do evento para se adequar à agenda do presidente. Porém, dias depois, a participação de Lula foi cancelada, o evento suspenso, e os anúncios previstos até hoje não foram feitos.

Este foi o primeiro ano do atual mandato em que Lula não se envolveu diretamente nos eventos alusivos ao Dia da Mulher, como fez em 2023 e 2024. As ações da data mais importante para a pasta acabaram reduzidas a uma campanha contra o feminicídio, realizada na Marques de Sapucaí, no Rio. O episódio causou desânimo em integrantes da equipe de Cida, que admitem, sob reserva, a sensação de que a demissão da ministra pode ocorrer a qualquer momento.

Decisões de longo prazo, como a contratação de pessoas para cargos de confiança que estão vagos, estão em compasso de espera devido à possibilidade de saída da ministra. A exemplo de Macêdo, Cida também não teve nenhum despacho com Lula neste ano, a não ser na reunião ministerial de 20 de janeiro. Nos primeiros dois anos do governo, ela foi recebida nove vezes por Lula. Também procurada, a titular da pasta das Mulheres não quis se manifestar.

Outro que está na corda bamba, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, vive um cenário diferente. Diante da crise causada pela alta no preço dos alimentos, ele participou de reuniões com o presidente ao longo do mês, quando foi um dos mais cobrados por Lula. Ele enfrenta resistências dentro do MST, que cobra um número maior de assentados, e disputa pelo cargo dentro do PT.

Teixeira também é cobrado pela gestão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, na visão de alas do governo, não investiu o suficiente em estoques reguladores que poderiam ter sido usados para minimizar os efeitos da inflação. O preço dos itens nos supermercados é um dos fatores que afetaram diretamente a popularidade de Lula.

Teixeira chegou ao comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário pelas mãos de Gleisi Hoffmann, então presidente do PT, que durante a transição de governo quis contemplar a corrente do ministro, a Resistência Socialista. O movimento ocorreu em troca do apoio que Teixeira deu a Gleisi em sua reeleição à presidência do partido em 2019. Procurado, o ministro não quis se manifestar.

Tanto aliados de Teixeira quanto de Macêdo nutrem esperança de que o presidente já tenha encerrado as mudanças no primeiro escalão. Um dos principais argumentos é que, a um ano da desincompatibilização para aqueles que irão concorrer nas eleições de 2026, os novos ministros teriam pouco tempo para criar uma marca no cargo. (Com informações do jornal O Globo)

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