Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os possíveis concorrentes da direita se a eleição de 2026 fosse hoje, segundo uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada na noite de sexta-feira (4). O levantamento, que testou cinco eventuais cenários de primeiro turno, apontou Lula à frente de nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, e também de governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para mais ou para menos. Realizado a 18 meses da eleição, o levantamento também mostrou o petista conseguiu frear a queda de popularidade captada pelo Datafolha em fevereiro, seu pior momento em todos os três mandatos como presidente.
De acordo com a pesquisa, em um confronto direto com Bolsonaro, Lula registra 36% das intenções de voto, contra 30% do ex-presidente. Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e é réu sob a acusação de liderar uma trama golpista em 2022, o que pode ampliar o período longe das urnas, em caso de condenação.
No mesmo cenário, aparecem o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 12%; o influenciador Pablo Marçal (PRTB), com 7%; e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), com 5%. Brancos, nulos e “nenhum” somam 9%, além de outros 2% que não souberam responder.
Em um segundo cenário testado pelo Datafolha, sem Bolsonaro, Lula figura com 35% das intenções de voto. Tarcísio, incluído neste cenário, figura com 15%, em situação de empate técnico com Ciro e Marçal, ambos com 11%.
No terceiro cenário, que passa a incluir o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como “representante” do ex-presidente, Lula segue com 35%, enquanto o parlamentar marca 11%. Neste caso, Eduardo fica numericamente atrás de Ciro Gomes, que marca 12%.
O deputado, que já foi cogitado como um “plano B” na corrida presidencial de 2026 devido à inelegibilidade de Bolsonaro, se licenciou do mandato em março e decidiu passar um período nos Estados Unidos, às vésperas de o pai ter se tornado réu no inquérito do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).
O movimento, uma espécie de “autoexílio”, tornou incerta sua participação nas próximas eleições, embora integrantes do PL ainda esperem seu retorno ao país.
Em um quarto cenário testado pelo Datafolha, desta vez com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula segue com 35% de intenções de voto, enquanto ela marca 15%, patamar semelhante ao de outros possíveis herdeiros políticos do marido.
O Datafolha também mediu os percentuais de rejeição do eleitorado a todos os nomes testados nos cenários de intenções de voto. Bolsonaro e Lula encabeçam a lista, com 44% e 42% de rejeição, respectivamente.
Eles são seguidos mais de perto por dois familiares do ex-presidente, Michelle e Eduardo Bolsonaro, e pelo empresário Pablo Marçal. Logo em seguida aparece o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que concorreu à Presidência em 2018 como “substituto” de Lula, que estava preso e inelegível à época devido a condenações da Lava-Jato, posteriormente anuladas.
Governadores
Nos cenários sem Bolsonaro, o Datafolha testou também a presença dos governadores Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul; Ratinho Jr. (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás. Todos eles avaliam lançar candidaturas à Presidência como opositores de Lula, e sem dependerem necessariamente do aval do ex-presidente, o que os difere de Tarcísio. Leite se coloca como oposição tanto a Lula, quanto a Bolsonaro.
Esse conjunto de governadores pontuou entre 2% e 6% nos diferentes cenários, e ficaram embolados em um “terceiro pelotão” da pesquisa, atrás de nomes como Marçal e Ciro.
O Datafolha testou ainda uma hipótese reduzida, com apenas Lula, Tarcísio e Marçal na disputa. Nese caso, o atual presidente registrou 43% das intenções de voto, quase o dobro do governador de São Paulo, que teve 24%.
Marçal, por sua vez, que tem uma relação de altos e baixos com o bolsonarismo, ficou com 15%, numericamente atrás dos que disseram votar em branco e nulo (16%) diante dessas opções.
O instituto ouviu 3.054 pessoas com 16 anos ou mais em 172 municípios de terça (1º) até quinta-feira (3). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para mais ou para menos.(Com informações do jornal O Globo)