Segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2020
Mandetta (foto) tem divergências com Bolsonaro em relação ao combate ao coronavírus
Foto: Isac Nóbrega/PRO oncologista Nelson Teich, cotado para assumir o Ministério da Saúde no lugar do atual titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, chegou a Brasília na manhã desta quinta-feira (16). Ao desembarcar no aeroporto da cidade, ele não quis responder a perguntas de jornalistas. Depois, o médico se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Em meio à crise da pandemia de coronavírus, a relação entre Bolsonaro e Mandetta se desgastou. Uma das principais discordâncias entre o ministro e o presidente é sobre o isolamento da população como estratégia para conter o avanço do vírus.
Mandetta é favorável ao chamado isolamento horizontal (para todas as pessoas). Bolsonaro defende medidas mais brandas, como o isolamento vertical (apenas para o grupo de risco).
Em artigo sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta. “Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento”, escreveu ele no dia 3 de abril.
Entre os pontos que Teich deve defender, caso vire ministro, é a testagem em massa da população, que considera fundamental no combate ao vírus. O oncologista é natural do Rio de Janeiro. Nos anos 1990, foi responsável pela fundação do Grupo COI (Centro de Oncologia Integrado), onde atuou até 2018. Hoje, segundo seu perfil em uma rede social, trabalha como consultor em saúde.