Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 17 de fevereiro de 2025
Ministro da Fazenda está na Arábia Saudita, onde participou de evento do Fundo Monetário Internacional
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (17) que uma inflação entre 4% e 5% está relativamente dentro da normalidade para os padrões do real, que foi implementado em 1994. Haddad deu a declaração durante participação em evento do FMI (Fundo Monetário Internacional), na Arábia Saudita.
No ano passado, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, somou 4,83%. “O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos [acima de 10% ao ano]. Hoje, tem inflação entre 4% e 5%, relativamente dentro da normalidade desde que o real foi implementado”, declarou o ministro.
Entre 4% e 5%, a inflação brasileira está acima da meta central de 3%, que é perseguida pelo Banco Central por meio da fixação do juro básico da economia, a taxa Selic.
Se ficar acima de 4,5%, como no ano passado, há estouro da meta oficial de inflação.
Para definir o nível da taxa Selic, o Banco Central trabalha com o sistema de metas de inflação. Se as estimativas para o comportamento dos preços estão em linha com as metas pré-definidas, é possível reduzir a taxa. Se as previsões de inflação começam a subir, a opção é manter ou subir os juros.
Com as previsões de inflação acima da meta neste e nos próximos anos, o BC tem subido a taxa de juros, que está, atualmente, em 13,25% ao ano. Trata-se do maior juro real do mundo.
A meta central de inflação média, nos 26 anos do regime de metas, entre 1999 e 2023, foi de 4,5%. A inflação média registrada entre 1999 e 2023, segundo dados oficiais do IBGE, foi de 6,36%. Em meados do ano passado, o ministro Haddad afirmou que uma meta central de inflação de 3% no Brasil seria “exigentíssima” e “inimaginável”.
“As contas estão mais equilibradas, a inflação totalmente controlada, os núcleos estão rodando abaixo da meta, que é exigentíssima. Uma meta para um país com as condições do Brasil, de 3%, é um negócio inimaginável. Desde o regime de metas constituído, quantas vezes o Brasil teve 3% de inflação, quantos anos isso aconteceu? Nos 25 anos do regime de metas”, questionou o ministro Haddad na ocasião, no Congresso Nacional.
Uma meta central de inflação de 3%, porém, é adotada em outros países emergentes como Chile, México, China e Colômbia.