Domingo, 23 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2017
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o plano nacional de segurança vai se concentrar em três pontos principais: a redução do número de homicídios, combate ao tráfico de drogas e armas e modernização dos presídios.
Moraes apresentou pontos do plano após reunião de ministros da área de segurança com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim de Manaus, que culminou com a morte de 56 presos, foi um dos temas tratados.
“O primeiro [objetivo do plano de segurança] é a redução de homicídios dolosos, feminicídio. O segundo é o combate integrado à criminalidade organizada transnacional, em especial combate ao tráfico de drogas e de armas, criminalidade organizada tanto dentro quanto fora dos presídios. O terceiro ponto se liga ao segundo, é a racionalização e modernização do sistema penitenciário”, afirmou o ministro.
Moraes afirmou que detalhes do programa serão apresentados posteriormente. Ele adiantou que as ações do plano nacional de segurança vão envolver cooperação entre União, estados e municípios.“São três palavras que regem a aplicação do plano: integração, cooperação e colaboração”, disse o ministro.
Ele afirmou que haverá também parceria com os países vizinhos, em especial para combater o tráfico de armas e de drogas. Segundo Moraes, cada capital terá um núcleo de inteligência para levantar dados sobre o narcotráfico e crime organizado.
“Nós vamos criar um núcleo de inteligência de policiais em cada uma das capitais. Ele vai contar com agentes da inteligência da PF, PRF, PM, Polícia Civil, da Abin e do sistema penitenciária para levantarem dados especialmente em relação ao narcotráfico e ao crime organizado dentro e fora dos presídios”, disse o ministro.
Durante a declaração à imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça defendeu que pessoas que praticaram crimes sem violência ou grave ameaça sejam punidas com penas alternativas, restrição de direitos e uso de tornozeleira eletrônica. Segundo ele, essa seria uma maneira de tornar o sistema prisional mais eficiente.
“A pessoa que, numa cidade do interior, pula um muro e furta um botijão de gás, isso é furto qualificado, prisão. A pessoa que, com um fuzil, estoura um caixa eletrônico, atira na polícia, é roubo qualificado, prisão […] Precisamos tentar abandonar essa ideia”, defendeu.
Para o ministro, o Brasil “prende muito e prende mal”. (AG)