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Ministros de Lula admitem que reprovação em alta preocupa e culpam os preços dos alimentos

São 56% os que desaprovam a administração petista, contra 41% que a avaliam positivamente.(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Ministros de Luiz Inácio Lula da Silva admitem que a pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quarta-feira (2) mostrando a alta na reprovação ao governo preocupa e culpam a inflação dos alimentos pelo resultado.

A desaprovação ao governo do petista completou a quarta alta consecutiva e agora aparece descolada do índice de aprovação, em um nível inédito para a atual gestão. São 56% os que desaprovam a administração petista, contra 41% que a avaliam positivamente. As taxas eram de 49% e 47%, respectivamente, no levantamento anterior, de janeiro.

Ministros avaliam que a inflação dos alimentos está se sobressaindo às políticas positivas e entregas do presidente, por impactar diretamente o bolso dos brasileiros.

Segundo a Quaest, 88% dos brasileiros perceberam que o preço dos alimentos subiu no último mês, enquanto 81% afirmam que o poder de compra dos brasileiros é menor do que há um ano — alta de 13 pontos percentuais em comparação a dezembro de 2024.

A alta nos alimentos tornou-se uma das principais preocupações de Lula e seu entorno. Os efeitos dessa inflação atingem justamente os grupos populacionais que o Planalto vê como essenciais na tentativa de reeleição em 2026, como os trabalhadores informais e parcelas da classe média.

Embora medidas do governo de zerar tarifas de alguns alimentos tenham começado a surtir efeito nos supermercados, o impacto é restrito, e o preço da alimentação continua subindo, com alta de 1,09% no mês de março. No mês, o brasileiro viu o preço do ovo subir cerca de 20%. Em seguida aparecem o tomate (12,57%) e o café moído (8,53%). Os dados são do IPCA-15, índice que funciona como uma prévia da inflação.

Para ministros de Lula, a alta nos alimentos vai na contramão de conquistas como aumento da massa salarial e mais empregos no mercado de trabalho. Esses titulares definem o atual panorama como preocupante, mas afirmam que o governo já começou a reagir e apostam nas entregas do governo ao longo deste ano para reverter o cenário até o fim do mandato, em 2026.

Uma das respostas à crise, por exemplo, foi reduzir a zero as tarifas de importação de nove alimentos para facilitar o ingresso desses produtos no mercado interno e evitar alta de preços. O efeito maior deve se dar nos casos em que o Brasil é grande importador, como azeite e sardinha.

A gestão também lançou, no fim de março, uma nova plataforma para facilitar a concessão de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamentos, batizada de Crédito do Trabalhador. Até terça-feira (1º), o novo modelo liberou R$ 2,8 bilhões em empréstimos para assalariados. (Com informações do jornal O Globo)

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