Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Há três anos, em um terreno de 50 mil metros quadrados em Camaçari (a 50 quilômetros de Salvador), foi lançada a pedra fundamental daquela que seria a primeira fábrica da montadora JAC Motors no Brasil.
Em uma cerimônia simbólica, na qual um carro chegou a ser enterrado, a montadora chinesa prometia entregar em 14 meses uma fábrica com capacidade de produzir 100 mil veículos por ano.
Hoje, o terreno está quase inalterado: o carro continua debaixo da terra, mas nem sequer um tijolo da nova fábrica foi erguido no local.
O caso reflete o atual cenário da indústria automotiva no País, de adiamento dos projetos de novas fábricas e readequação da produção das unidades já inauguradas.
Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a expectativa é que o setor feche 2015 com 2,4 milhões de veículos vendidos – patamar semelhante ao de 2006 e 35% menor que os 3,7 milhões comercializados em 2013, quando o mercado atingiu seu ápice.
Os números exprimem a crise no setor, que previa chegar a um patamar de 5 milhões de carros vendidos por ano, mas o mercado retraiu para metade disso. A JAC Motors, por exemplo, vendeu uma média de oito carros por mês em cada uma de suas 50 concessionárias até outubro. (Folhapress)