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Rio Grande do Sul Municípios gaúchos recebem primeiro lote de vacina contra a gripe para grupos prioritários

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Idosos compõem o maior segmento-alvo da campanha. (Foto: Cristine Rochol/Arquivo PMPA)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) concluiu o envio das primeiras 356 mil doses de vacina contra a gripe aos municípios gaúchos. No foco da remessa estão grupos considerados prioritários, devido a maior risco de complicações decorrentes da doença, transmitida pelo vírus influenza. Esse segmento populacional abrange quase 5,4 milhões de indivíduos no Rio Grande do Sul.

Apesar de campanha ter o seu início oficial marcado pelo Ministério da Saúde para a próxima segunda-feira (7), as prefeituras já podem deflagrar a imunização imediatamente. Em algumas cidades o processo já está em curso.

A exemplo de anos anteriores, a meta é vacinar 90% das gestantes, das crianças e dos idosos. Esse índice, contudo, tem ficado abaixo do esperado nos últimos anos: 79,3% em 2021, 65,2% em 2022, 56,4% em 2023 e 52,3% em 2024.

Já para os demais grupos que serão vacinados na estratégia especial, não é estipulada uma meta. Isso porque o número de pessoas aptas a receberem o imunizante permite projetar apenas uma estimativa.

Uma das novidades neste ano é a inclusão da vacina da gripe no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos). Com isso, torna-se permanente a estretatégia de proteção para tais públicos, ou seja: o procedimento permanece disponível ao longo de todo o ano.

Segmentos-alvo

– Crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias): 830.039.
– Gestantes (em qualquer período gestacional): 90.731.
– Idosos (a partir de 60 anos): 2.314.385.
– Trabalhadores da saúde: 453.057.
– Puérperas (até 45 dias após o parto): 14.915.
– Professores dos ensinos básico e superior: 153.385.
– Povos indígenas: 41.091.
– Pessoas em situação de rua: 4.128.
– Profissionais das forças de segurança e de salvamento: 28.178.
– Profissionais das Forças Armadas: 38.899.
– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade): 665.072.
– Pessoas com deficiência permanente: 464.668.
– Caminhoneiros: 128.564.
– Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso): 29.034.
– Trabalhadores portuários: 4.051.
– Trabalhadores dos Correios: 5.347.
– Funcionários do sistema de privação de liberdade: 6.745.
– População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (12 a 21 anos): 34.948.

Segurança e eficácia

Comprovadamente segura e eficaz, a vacinação é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.

A influenza causa uma infecção aguda que afeta o sistema respiratório. Ele possui uma elevada transmissibilidade, distribuição global e tendência de fácil disseminação em epidemias sazonais, podendo levar, inclusive, a uma situação de pandemia. Os casos de influenza variam de quadros leves a graves e podem levar ao óbito.

A vacina contra influenza é produzida no Brasil pelo instituto Butantan. Os imunizantes das campanhas atuais são trivalentes e protegem contra os vírus da influenza A (de dois subtipos, H1N1 e H3N2) e da influenza B, que são os de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria Organização Mundial da Saúde.

Situação epidemiológica no RS

São contabilizados para registro epidemiológico os casos de hospitalizações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), caracterizadas por quadros de síndromes gripais, dispneia (desconforto respiratório) e/ou sinais de gravidade, como baixa saturação de oxigênio no sangue. Quando identificado um caso com essas características no momento da internação, é feita a coleta de amostras (secreção nasal) para a realização de exame.

Dentre os vírus que podem ser detectados estão o da influenza, a da covid e o sincicial respiratório (VSR). Para melhorar a visualização das notificações desses tipos de hospitalizações, a SES, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), dispõe desde 2023 de um painel aberto para consulta e acompanhamento.

As notificações podem ser filtradas por local (Estado, cidades, coordenaria regional), tempo (datas do início dos sintomas), evolução (internado, recuperado ou óbito) e perfil das pessoas (faixa etária, sexo e raça).

Se for considerada a série histórica iniciada após a pandemia de H1N1 ocorrida em 2009, os casos de gripe tem aumentado nos últimos anos. O maior número deles foi registrado em 2024.

(Marcello Campos)

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https://www.osul.com.br/municipios-gauchos-recebem-primeiro-lote-de-vacina-contra-a-gripe-para-grupos-prioritarios/ Municípios gaúchos recebem primeiro lote de vacina contra a gripe para grupos prioritários 2025-04-03
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