Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2018
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que o seu pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro, não vai interferir nas eleições para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado, mas que “não há a menor condição de apoiar Renan Calheiros para a presidência do Senado”. Flávio foi o entrevistado do programa Central das Eleições, da Globo News, na noite de segunda-feira (03).
O senador eleito disse que Calheiros “precisa entender esse momento que o Brasil está vivendo” e que o perfil de um presidente do Senado “é uma pessoa ficha limpa, que conheça a Casa e que esteja alinhado com o perfil de renovação que o Brasil está pedindo”.
Flávio questionou o que Calheiros teria a oferecer aos senadores, uma vez que não vai ter a máquina do governo ao seu lado. “Todos esses candidatos, com exceção do Renan, certamente têm tudo para chegar a uma convergência para fazer frente real a essa força do Renan Calheiros”, disse, citando os nomes de Davi Alcolumbre (DEM-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Alvaro Dias (Pode-PR) como possíveis presidentes da Casa.
Sobre a Câmara, Flávio disse que há uma certa resistência ao nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Casa. “Maia já teve seu tempo à frente da Câmara, não conseguiu garantir o quórum suficiente para a votação da reforma da Previdência. Novo momento do Brasil pede um presidente inédito.”
Sobre a articulação política com o Congresso, o senador eleito disse que será dividida entre o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o general Alberto dos Santos Cruz, futuro ministro da Secretaria de Governo, mas que o trabalho será feito por todos que quiserem ajudar.
Calheiros
Cotado para presidir o Senado pela quarta vez, Calheiros divulgou na segunda-feira uma mensagem na qual, apesar de afirmar ainda não ter decidido entrar na disputa, se diz preocupado com o equilíbrio institucional. O senador alagoano também critica aquele que, hoje, é tido como seu principal adversário, o cearense Tasso Jereissati.
No texto divulgado em redes sociais, Calheiros afirma não querer ser presidente do Senado “a qualquer custo”, mas admite considerar a possibilidade e que o MDB só indicará um nome para a disputa na “undécima hora”. “Se tiver de ser candidato, serei”, escreveu o senador.
Apesar de ser o nome que atualmente conta com a simpatia de petistas, procurou demonstrar na mensagem distância do partido, declarando que terá “as maiores dificuldades na bancada do PT”.
No sábado (01), Calheiros e o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocaram em marcha um plano de articulação que equilibra interesses da esquerda e do novo governo para tentar convencer seus pares de que são as melhores opções para assumir as Casas a partir de fevereiro de 2019.