Terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2020
A missão deve trazer à Terra a maior amostra extraterrestre desde que astronautas da Apollo coletaram rochas da Lua, há 50 anos
Foto: NasaA Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos) informou, na noite de terça-feira (20), que dados enviados do espaço indicam que a sonda Osiris-Rex conseguiu coletar com sucesso amostras do asteroide Bennu. A missão foi considerada uma operação de “engenharia complexa”.
Conhecido desde 1999, o Bennu contém material do início do sistema solar e pode ter moléculas orgânicas portadoras de carbono, ingredientes essenciais para a vida na Terra, assim como minerais contendo ou formados por água. Os pesquisadores acreditam que corpos celestes como Bennu podem ter semeado a Terra com os químicos necessários para a vida.
Por isso, a coleta de seu material tem grande importância para a comunidade científica. Na missão de terça-feira, foi realizada uma manobra chamada TAG, sigla para “Touch-and-Go”, em que a nave rapidamente aterrissa e decola com poucos segundos de intervalo — neste caso, o necessário para coletar, através de um braço mecânico, uma amostra de pelo menos 60 gramas, o objetivo da missão.
A missão deve trazer de volta à Terra a maior amostra extraterrestre desde que astronautas da Apollo coletaram rochas da Lua, há 50 anos.
A Osiris-Rex, com tamanho comparável a uma van para 15 passageiros, está orbitando Bennu desde 2018, a 200 milhões de milhas (321 milhões de quilômetros) da Terra.
Já o Bennu tem a altura do prédio Empire State, em Nova York, e possui potencial para atingir a Terra no século 22, por volta do ano 2135 — segundo a Nasa, com uma pequena chance de uma em 2,7 mil. Ele, possivelmente, carrega materiais orgânicos, carbonatos, silicatos e água absorvida que podem ser muito úteis para investigações científicas na Terra.
Espera-se que, pela distância, as amostras só cheguem à Terra a partir de 2023.