Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Do ponto de vista eleitoral, o maior beneficiado com a combinação de crise política e econômica não parece ser o PSDB, principal opositor da presidenta Dilma Rousseff, mas a hoje reclusa Marina Silva (Rede), ex-senadora que ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência em 2014.
Foi o que mostrou a pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26, com 3,5 mil entrevistados e margem de erro de dois pontos. Na simulação que coloca o senador Aécio Neves como candidato do PSDB, Marina avançou três pontos, de 18% para 21%, e assim aparece tecnicamente empatada com o ex-presidente Lula em 22%, na segunda posição. O tucano lidera com 31%, mas tinha 35% no trabalho anterior.
Quando entra no quadro o postulante do PSDB e governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, a ex-senadora ponteia isolada com 28%, seis pontos a mais que Lula, que perdeu quatro desde junho, e dez mais que o tucano, que oscilou dois para baixo.
Um dado que chamou a atenção foi a taxa de rejeição de Lula. Quase metade dos eleitores, 47%, disseram que não votariam nele no próximo pleito. Foi um índice inferior apenas ao atribuído a Ulysses Guimarães em 1989, quando disputou a Presidência pelo PMDB. Em agosto daquele ano, Ulysses amargou 5,7% de rejeição, um recorde até hoje. Aécio é negado por 24% atualmente. O vice, Michel Temer (PMDB), por 22%. Alckmin e Marina, por 17%. (Folhapress)