Prioridade gaúcha
Integrantes da Comissão de Economia da Assembleia gaúcha sugeriram nesta quarta-feira o anúncio de um programa emergencial de manutenção de empregos e renda para o RS, entre outras medidas, a serem adotadas pelo governo federal na recuperação econômica do Estado. Os parlamentares elencaram a demanda como prioritária para o restabelecimento da vida dos gaúchos, frente ao amplo número de empresas que encontram dificuldades para manter o seu corpo de funcionários.
Falta de planejamento
O deputado Dirceu Franciscon (União) defendeu nesta quarta-feira o congelamento da dívida do RS com a União para aliviar os impactos econômicos das enchentes. Ao comentar sobre a relação do Planalto e do Estado nas tratativas de recuperação do território gaúcho, o parlamentar destacou que há falta de planejamento entre as partes para o avanço de ações efetivas. Franciscon defende o agendamento de uma reunião das bancadas estadual e federal com o presidente da República para alinhar as medidas necessárias para o restabelecimento da economia estadual.
Violência policial
A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia gaúcha acolheu nesta quarta-feira uma denúncia de violência policial perpetrada por agentes vindos de São Paulo no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. Gilvandro Antunes, representante do Movimento Vidas Negras Importam, relatou ao colegiado que moradores locais foram ameaçados, intimidados e humilhados por agentes paulistas, os quais foram enviados ao estado para reforçar as ações de segurança pública em meio à crise climática. “Na Bom Jesus não havia situação de alagamentos, então por que esses policiais estavam lá? Há uma ilegalidade por trás dessas ações, que depois não podem ser punidas porque nós não temos acesso à polícia de São Paulo”, pontuou a deputada Luciana Genro (PSOL), que articulou a queixa no colegiado.
Responsabilização devida
Entidades do movimento comunitário de Porto Alegre, articuladas pela deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), protocolaram nesta semana uma Ação Civil Pública contra a prefeitura da Capital e o prefeito Sebastião Melo. O texto acusa o governo municipal de causar danos à coletividade a partir da negligência de medidas de prevenção às cheias, enquanto possuía informações sobre a necessidade de melhorias e ajustes no sistema de proteção contra enchentes. “Da falta de investimento e manutenção no DMAE até a redução de pessoal e de orçamento nessas áreas, são muitas as evidências de que o Executivo municipal tem parte na crise que vivemos. Por tudo isso, queremos que Melo responda ao povo por sua omissão, que seja responsável pela sua falta de ação para prevenir essa tragédia climática que vivemos”, destaca Bruna.
Descumprimento de direitos
A Comissão de Defesa do Consumidor do Legislativo gaúcho recebeu nesta quarta-feira uma série de denúncias relacionadas ao descumprimento de direitos do consumidor durante a crise climática no RS. Dentre os casos apresentados, há cobranças indevidas para o religamento da energia elétrica por parte de prestadores da CEEE Equatorial, além de valores cobrados pelo Hospital Divina Providência junto aos segurados do IPE-Saúde que buscam atendimento na emergência. Ao receber as reclamações, o colegiado se comprometeu a encaminhar as questões para devida análise do Ministério Público e Procons estadual e municipal.
União necessária
Para o líder do PSDB no Parlamento gaúcho, Professor Bonatto, uma das crises mais difíceis enfrentadas atualmente pelos gaúchos é a falta de união para a mitigação das consequências da catástrofe climática no RS. O deputado afirma que o momento requer unidade e participação de todos, independentemente de partido ou ideologia, para viabilizar a recuperação do estado. “Vivemos um momento marcante, cheio de angústias e desafios. É triste ver o RS tão devastado, mas não vamos parar de trabalhar pela reconstrução do nosso Estado”, destaca Bonatto.