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Mundo Nova onda de covid em 2025? Entenda a alta de casos no Brasil este ano

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País registra 511 óbitos pela doença nas sete primeiras semanas desde janeiro. (Foto: Arquivo/EBC)

Uma alta nos casos de covid tem chamado atenção para a possibilidade de nova onda de casos este ano. Nas sete primeiras semanas desde o início de janeiro, foram registrados 108,41 mil testes positivos no Brasil, uma alta de cerca de 52% em relação a igual período do ano passado. Já o número de óbitos aumentou 6%, com 511 ocorrências ante 483 na mesma base comparativa.

De acordo com informe do Ministério da Saúde, há relato de 3.980 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até a sétima semana epidemiológica de 2025 — a maioria (48%) por covid, que também respondeu por 87% dos óbitos por SRAG no período.

A princípio, os números podem assustar e mesmo sugerir o início de uma nova onda da doença. Na verdade, o montante de casos e óbitos por covid é o menor desse período (sete primeiras semanas do ano) da série história, calculada desde 2021. Vale lembrar que 2020 não entra nesta contagem pois o primeiro caso oficialmente registrado daquele ano ocorreu em 26 de fevereiro.

Deve-se temer a nova onda?

Segundo especialistas ouvidos pelo site Valor Econômico (valor.globo.com), os casos de covid registrados em 2025 ainda não são motivo para medo. Mas é preciso haver cautela, especialmente em relação às medidas de proteção individual, como a vacinação.

Jamal Suleiman, médico infectologista do Instituto Emilio Ribas, ressalta que, após a vacinação, o SARS-CoV-2 se tornou um vírus com tendências sazonais. Tradicionalmente mais disseminado no frio, assim como outras doenças respiratórias, no Brasil ele possui um outro pico de casos:

“No caso da covid aqui no Brasil, existem elementos que podem mudar um pouco esse padrão: as festas de final de ano, onde as pessoas se encontram e na sequência o início das festividades do Carnaval. E aí você tem as aglomerações que fazem parte desse período, que facilitam a a disseminação do vírus.”

Somado a isso, o médico destaca que a cobertura vacinal de covid “desabou” após a segunda dose. Conforme o Ministério da Saúde, pouco mais da metade dos brasileiros chegaram a tomar a terceira dose da vacina monovalente e menos de 25% tomou a vacina bivalente:

– 86,46% dos brasileiros tomaram as duas doses da vacina monovalente.
– 56,19% tomaram as três doses da vacina monovalente.
– 19,52% tomaram quatro doses da vacina monovalente.
– 21,65% tomaram a vacina bivalente.

“A Covid pode ser imunoprevinível”, diz Suleiman. “Então, se isso vai ser uma onda, não sei. O Carnaval está aí, e podemos ter um pico nesse momento.”

Para Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), esse também é o momento de surgimento de novas variantes do vírus: “Aqui no Brasil a gente experimenta há uns 2 anos o aumento de casos nessa época, em que há maior número de viagens, maior contato entre as pessoas. E, eventualmente, quando você tem uma variante, esta se dissemina de maneira mais rápida”.

O pesquisador reforça a importância da vacina, especialmente para os grupos considerados de risco, como pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos e gestantes: “É importante ter uma vacina atualizada que garante uma proteção maior para essas novas variantes. Lógico, a vacina que não esteja atualizada para as novas variantes, ela garante uma certa proteção, só que limitada.”

Os especialistas apontam ainda para uma possível subnotificação dos casos. Croda relembra que, durante a Pandemia, havia uma demanda pela testagem aos primeiros sintomas de covid, algo que acabou sendo deixado de lado com o tempo.

Suleiman pontua a capacidade de adaptação do vírus, de evoluir da forma mais grave para uma menos grave a partir do contato com pessoas vacinadas: “O ponto crucial aqui é que se isto vai se perpetuar e também se essa redução de gravidade ocorre com as populações mais vulneráveis”.

Cenário atual

O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que 9 das 27 unidades da federação “apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco” nas últimas duas semanas, são elas: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Dentre essas, sete demonstram sinais de crescimento de SRAG a longo prazo — nas últimas seis semanas (Acre, Distrito Federal, Goiás, Pará, Roraima, Sergipe e Tocantins). O boletim destaca que a alta em estados do Norte, Centro-Oeste e Nordeste foi puxada pelo aumento de casos em crianças e adolescentes até 14 anos.

Apesar da tendência de crescimento, a taxa de incidência da covid permanece na categoria “muito baixa”, igual ao menor a 20,47 na maioria dos estados brasileiros, com exceção de Roraima, Ceará e Mato Grosso, conforme informado pelo Ministério da Saúde em nota. (Valor Econômico)

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https://www.osul.com.br/nova-onda-de-covid-em-2025-entenda-a-alta-de-casos-no-brasil-este-ano/ Nova onda de covid em 2025? Entenda a alta de casos no Brasil este ano 2025-03-01
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