Sábado, 26 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2025
O novo partido que surgirá da fusão de PSDB e Podemos deverá adotar marcas das duas legendas. A tendência é que o número seja o 20 do Podemos, aposentando o 45 que identifica o PSDB desde sua fundação, em 1988. Em compensação, o símbolo será um tucano, estilizado na logomarca da nova sigla.
Um dos objetivos é preservar ao máximo o legado do PSDB. A avaliação é que não se pode jogar fora o que foi feito por um partido que governou o Brasil durante oito anos e criou o Plano Real.
Uma das ideias em debate é basear o programa do novo partido nas propostas tucanas, reforçando o caráter centrista da legenda.
Em um primeiro momento, o partido se chamará #PSDB+Podemos, e posteriormente um novo nome será anunciado.
O martelo será batido após a formalização da fusão, prevista para a próxima terça-feira (29).
Juntos, os partidos podem chegar a ter a sétima maior bancada da Câmara, em números atuais, com 28 deputados.
“Podem”, neste caso, porque a Justiça Eleitoral permite que deputados migrem para outras siglas sem punição em cenários como esse, de fusão do partido de origem.
No Senado, o novo partido pode ser a quarta maior bancada da Casa, com 7 senadores. Com esse número, ficaria empatado com o União Brasil.
Dos dois lados, a avaliação é de que os detalhes da junção já estão “bem encaminhados”, com poucas “arestas”. Alguns pormenores ainda devem ser discutidos por uma comissão com dirigentes atuais do PSDB e do Podemos.
As pendências incluem, por exemplo, a definição de novos comandos nacionais e estaduais para unificar o partido.
O anúncio cumprirá a promessa do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, de entregar aos tucanos, até o fim deste mês, um horizonte para o futuro do partido.
O PSDB entrou no ano pré-eleitoral pressionado por uma crise interna e com sinalizações de que os três governadores eleitos pela sigla poderiam deixar o ninho tucano.
* Raquel Lyra (Pernambuco) já migrou para o PSD.
* Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) ainda não fez anúncio oficial mas, segundo o blog da Ana Flor no g1, já decidiu também se filiar ao PSD.
* Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) ainda negocia com outras siglas. Oficialmente, assim como Leite, diz esperar uma definição sobre o futuro do PSDB.
A avaliação de tucanos é que fusão com o Podemos poderá estancar o declínio do PSDB – e garantir que o fator histórico da sigla seja mantido ao longo dos próximos anos.
Também há uma esperança (remota, na avaliação de parte dos dirigentes tucanos) de que o anúncio impeça Leite de deixar a sigla e ir para o PSD.
A parte descrente usa como argumento uma reunião recente sobre a fusão com o Podemos. Segundo relatos, Eduardo Leite desconversou ao ser questionado diretamente sobre a possibilidade de continuar no ninho tucano após a fusão. (Com informações da Folha de S.Paulo)