Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 14 de janeiro de 2025
Os equipamentos eletrônicos podem realizar diversas medições, como volume de precipitação, velocidade e direção do vento
Foto: César Lopes/PMPAOs dez totens de monitoramento e alerta contra desastres climáticos de Porto Alegre entram em operação nesta quarta-feira (15). Os equipamentos eletrônicos podem realizar diversas medições, como volume de precipitação, velocidade e direção do vento, temperatura, umidade, pressão, qualidade do ar e radiação solar.
As câmeras de videomonitoramento instaladas nos totens têm visão de 360° graus, e os alto-falantes de grande potência têm a função de propagar o som ao vivo ou reproduzir mensagens automáticas programáveis e emitir avisos por sirene.
O prefeito Sebastião Melo participará do teste final em um dos equipamentos às 14h, no totem do Arroio Moinho, localizado na rua da Represa, 9, bairro Coronel Aparício Borges. Na sequência, será feita uma visita ao Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), situado na rua Buenos Aires, 156, bairro Jardim Botânico. O Cemadec foi reformado e adaptado para operar o novo sistema de monitoramento climático da cidade.
Segundo a prefeitura, os totens vão medir índice de chuva por sensor óptico e outros fatores climáticos, como velocidade e direção do vento, umidade, qualidade do ar e radiação solar.
Os totens serão instalados, ainda, nas ilhas da Pintada e dos Marinheiros, nas imediações dos arroios Passo das Pedras, Sarandi, Moinho e Guarujá, na barragem Lomba do Sabão, em uma praça no bairro Humaitá e nas proximidades da orla do Guaíba no bairro Lami. Nos totens no Lami, Guarujá, ilha da Pintada e Lomba do Sabão, serão incluídos sensores fluviométricos.
A iniciativa faz parte do novo plano de monitoramento de condições climáticas e o protocolo de resposta e mitigação do impacto de enchentes, divulgado em agosto de 2024, após as enchentes históricas de maio que deixaram a cidade e o Rio Grande do Sul debaixo d’água. Os equipamentos e as estratégias adotados visam qualificar o sistema de prevenção a desastres hidrológicos, que falhou ao não conseguir proteger a capital gaúcha da cheia do Guaíba no último ano.
Ainda conforme o plano, também estão previstas dez réguas linimétricas com câmeras para aferir o nível de rios e arroios. As réguas serão colocadas em um trecho do rio Jacuí e nos arroios Feijó, Santo Agostinho e Dilúvio. Nos arroios Moinho, do Salso e das Pedras, serão duas réguas em pontos distantes.
Já o plano de preparação e mitigação de desastres climáticos de Porto Alegre prevê ações de combate a eventos climáticos extremos, incluindo criação de rotas de fuga, protocolos de logística de transporte e organização de abrigos e centros de doações.