O Brasil completou cinco semanas com média diária de mortes pelo novo coronavírus igual ou superior a mil. Nos últimos sete dias, foram 1.055 óbitos, segundo dados do levantamento realizado pelo consórcio de veículos da imprensa que reúne Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.
Desde a semana encerrada em 21 de junho, quando a soma dos óbitos dividido por sete deu como resultado 1.039, que os números não saem da escala milenar. No domingo seguinte, dia 28, ficou em exatamente mil. Na sequência, subiu para 1.035. Nos últimos sete dias até 12 de julho, foram 1.036 mortes.
O País registrou nesta segunda 718 óbitos, com o total em 80.251. Foram também 21.749 novos casos da doença, com 2.121.645 infectados no total.
Em plena pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde completou 65 dias sem chefe titular. O número de mortes nas últimas 24 horas do consórcio diverge do divulgado pelo governo: 718 contra 632. O número total de vítimas fatais também é diferente. Pelos dados do governo são 80.120 pessoas. Foram confirmadas 20.257 novas contaminações, chegando a 2.118.645 brasileiros.
De acordo com o consórcio da imprensa, o total de óbitos é de 80.251 e os casos chegam a 2.121.645.
Vacina
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram nesta segunda que, de acordo com resultados preliminares, a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune no corpo dos voluntários. Os resultados, que já eram esperados pelos pesquisadores, se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está ocorrendo no Brasil, entre outros países.
O efeito deve ser reforçado após uma segunda dose da vacina, segundo os cientistas.
Entenda a novidade anunciada:
A vacina de Oxford é a mais adiantada, das que estão em pesquisa, segundo a OMS. Ela está sendo testada também no Brasil; testes iniciais, das fases 1 e 2, realizadas na Inglaterra, agora apontam que ela é segura e induz o corpo a reagir contra a Covid-19; o resultado não permite ainda concluir se de fato uma pessoa exposta ao Sars-Cov-2 fica imune com a vacina; a fase 3, final, ainda está em andamento e ela é que irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas; De acordo com a Unifesp, o imunizante, se tudo der certo, poderá ter o registro liberado em junho de 2021; nesta segunda também saiu o resultado preliminar de testes de uma vacina desenvolvida pela China e a chegada de uma carga de outra vacina chinesa a SP.
As fases 1 e 2 dos testes, que foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido, tiveram 1.077 voluntários. Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.
“Exatamente o tipo de resposta imune que esperávamos”, declarou Andrew Pollard, professor de pediatria na Universidade de Oxford.