Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2019
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado nesta quarta-feira (28) a mais 18 anos de prisão, por crimes de lavagem de dinheiro. A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, relativa a delitos investigados nas operações Calicute, Eficiência e Mascate. Condenado em 11 ações penais da Lava-Jato, Cabral agora tem pena total de 233 anos e 11 meses de prisão.
De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), o esquema apontado neste processo segue o modelo revelado na Operação Mascate, quando Ary Filho (apontado como um dos principais operadores financeiros de Cabral) foi preso preventivamente. As investigações demonstram uma rede de empresas “amigas” celebrava contratos fictícios com membros da organização criminosa, uma delas o Grupo Dirija.
Além de Cabral, foram condenados também nesta quarta-feira: Ary Filho, operador fiananceiro – pena de 5 anos e 6 meses de reclusão, Sergio de Castro Oliveira, o Serjão, operador financeiro – pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, esposa de Serjão – pena de 8 anos, 10 meses e 20 (vinte) dias de reclusão, Sonia Ferreira Baptista, governanta da casa de Cabral – pena de 11 anos, 1 mês e 10 (dez) dias de reclusão, Jaime Luiz Martins, sócio do Grupo Dirija – pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, João do Carmo Monteiro Martins, pai de Jaime Martins, sócio do Grupo Dirija – pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão
De acordo com a denúncia, em 2006, Ary Filho solicitou, a mando de Sérgio Cabral, a participação do grupo Dirija no esquema. Entre 2007 e 2014, Ary realizou a entrega periódica de dinheiro em espécie e notas fiscais emitidas pelas empresas GRALC Consultoria (LRG Agropecuária), SFB Apoio Administrativo e Falci Castro Advogados e Consultoria aos representantes do Dirija, que faziam por sua vez a transferência bancária dos recursos como se estivessem efetuando pagamento por prestação de serviços, que na realidade não existiam. Além disso, Ary Filho providenciava os contratos fictícios de modo a dar respaldo documental aos pagamentos efetuados.
Em nota, a defesa de Cabral disse que “vai recorrer, em especial por discordar da participação do ex-governador nesse caso e a pena aplicada. De qualquer forma, a postura de auxiliar as Autoridades será mantida”.