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Google e Amazon vão liberar streaming nos seus respectivos dispositivos

A partir de agora, os usuários do Fire TV poderão curtir o YouTube e o YouTube Kids via aplicativos. (Foto: Reprodução)

Parece que a Páscoa aqueceu os coraçõezinhos do pessoal por aí nas gigantes da tecnologia. Depois da Apple e Qualcomm fazerem as pazes, agora é a vez da Google e da Amazon resolverem suas tretinhas e compartilharem apps de vídeo em suas plataformas. Ou seja, a partir de agora, os usuários do Fire TV poderão curtir o YouTube e o YouTube Kids via aplicativos, enquanto quem tem Chromecast ou navega com Android TV poderá conferir o Amazon Prime Video.

O anúncio vem alguns meses após o retorno do Chromecast às prateleiras virtuais da Amazon e, embora os usuários pudessem usufruir desses serviços por meio de browsers ou soluções de terceiros, essa será a primeira vez que as plataformas funcionarão de forma dedicada e com suporte a qualidade superior de reprodução.

Ainda não há mais detalhes sobre a integração de assistentes digitais como a Alexa e a Google Assistente e nenhuma das duas companhias adiantou uma data específica — ambas falaram apenas que a disponibilidade deve acontecer “nos próximos meses”. Além disso, é bem possível que nem todos os dispositivos com Android TV sejam compatíveis.

Bem, dada à chegada de novos serviços de streaming, como o Disney+ e a Apple TV+, e a próxima concorrência já existente com os dongles da Roku e da Apple TV, talvez seja uma boa mesmo, tanto para a Google quanto para a Amazon, finalmente liberar esses apps — antes tarde do que nunca.

Apple

​​A Apple anunciou, em março, os detalhes do que promete ser a maior reinvenção da empresa desde o lançamento do iPhone: a Apple TV+, serviço de conteúdo de streaming que também transforma a empresa criada por Steve Jobs em uma provedora de mídia e séries originais, criando a concorrência direta com com Neftlix e Amazon Prime.

Em preparação desde 2017, a Apple TV+ teve um investimento inicial acima do US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) e começou a tomar forma com a contratação de Zack Van Amburg e Jamie Erlicht, dupla de veteranos executivos da Sony TV. Os dois são responsáveis pela supervisão da produção mundial das séries para a Apple e, sem poupar esforços, fizeram acordos com nomes de peso, como Jennifer Aniston, Reese Witherspoon, Steven Spielberg, J.J. Abrams, Oprah Winfrey, M. Night Shyamalan e Jason Momoa.

O serviço não será integrado com o Apple Music, como muitos esperavam, mas um plano de assinaturas semelhante aos servidos pela Netflix, que somava 139 milhões de assinantes no mundo no fim de 2018. Previsto para estrear no segundo semestre em mais de cem países, inclusive no Brasil, a Apple TV+ cobrará uma mensalidade ainda não definida para o acesso aos conteúdos originais.

Disney

A plataforma de vídeo em streaming Disney+ estará disponível a partir de 12 de novembro nos Estados Unidos a 6,99 dólares ao mês, anunciou recentemente o gigante da mídia e do entretenimento.

A Disney+, que será lançada depois progressivamente na Europa, para mais tarde se estender a outras partes do mundo, proporá o catalogo das produções Disney, mas também da Pixar, a série Star Wars e Marvel e programas da National Geographic, indicaram os encarregados do grupo em uma apresentação aos investidores, transmitida pela internet.

O filme “Capitã Marvel”, atualmente em cartaz, estará disponível exclusivamente a partir do lançamento, segundo o grupo, assim como conteúdos originais, especialmente uma série da Marvel.

A Disney concluiu no final de março a aquisição dos estúdios Fox, fundados em 1935 em Los Angeles, assim como outros ativos de Rupert Murdoch como as redes de televisão FX e National Geographic.

 

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