Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 20 de junho de 2019
O substituto do general Luiz Eduardo Ramos no Comando Militar do Sudeste, com sede em São Paulo, será definido na próxima semana durante reunião do Alto Comando em Brasília. O general Ramos foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para a Secretaria de Governo no lugar do general Carlos Alberto dos Santos Cruz.
A transmissão do comando apenas acontecerá em julho quando, então, o general Ramos poderá tomar posse na Secretaria de Governo. Nesta reunião, que terá duração mínima de quatro dias, também poderá ser decidida a promoção do general de divisão Otávio do Rêgo Barros para quatro estrelas. Atual porta-voz da Presidência da República, Rego Barros está agregado (licenciado), condição que abre vaga na patente de três estrelas (general de divisão) mas não prejudica sua promoção para quatro estrelas.
Mais de uma dezena de promoções e movimentações deve ser tomada na próxima semana. Duas novas vagas se abrirão no Alto Comando, formado pelos 16 generais quatro estrelas do país. Além do general Ramos, deixará o Alto Comando o general Mauro Cesar Lorena Cid, chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército.
Além do chefe do Estado Maior e dos chefes dos departamentos setoriais (logística, pessoal, ciência e tecnologia, engenharia, economia e educação e cultura), o Alto Comando é composto pelos comandos militares regionais (Sudeste, Sul, Leste, Nordeste, Norte, Amazônia e Oeste). À frente do colegiado está o comandante do Exército, Edson Luiz Pujol.
Bolsonaro afirmou que estuda mudanças na estrutura da Secretaria de Governo com a chegada do general Ramos. Segundo o presidente, uma das mudanças será a transferência do PPI (Programa de Parceiras e Investimentos) para o ministério da Casa Civil, sob comando de Onyx Lorenzoni.
“O PPI deve ir para o Onyx”, declarou após solenidade de sanção da Lei de Combate às Fraudes Previdenciárias.
O presidente disse ainda que o secretário do Trabalho e Previdência no Ministério da Economia, Rogério Marinho, terá posto de destaque no governo, mas que no momento não há espaço para ele na estrutura do Palácio do Planalto. “Não vamos criar o 23º ministério, não pretendemos criar ministérios, mas havendo oportunidade, ele sabe que mora no meu coração”, disse.