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Mundo O procurador-geral dos Estados Unidos ameaçou deixar o cargo que ocupa por conta de pressões exercidas pelo presidente americano Donald Trump

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Sessions teve atritos com o presidente ao longo dos dois anos de mandato. (Foto: Reprodução)

O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, comunicou a Casa Branca que terá que deixar seu cargo se o presidente, Donald Trump, decide demitir seu “número dois”, Rod Rosenstein, principal responsável no governo pela investigação sobre a trama russa, segundo publicou na sexta-feira (20) o jornal “The Washington Post”.

De acordo com a matéria, que cita fontes familiarizadas com o assunto, Sessions comunicou sua posição ao advogado da Casa Branca, Don McGahn, no último final de semana.

A conversa de Sessions com McGahn aconteceu justamente quando Trump estava avaliando a ideia de despedir Rosenstein, responsável por aprovar os registros dos escritórios e quarto de hotel de Michael Cohen, o advogado pessoal do presidente.

Rosenstein decidiu, em maio de 2017, criar a figura do promotor especial e elegeu para esse cargo Robert Mueller, com a missão de investigar o grau da interferência russa nas eleições de 2016, credenciada pelas agências de inteligência dos EUA, e se houve coordenação com a campanha de Trump. A operação realizada nos escritórios de Cohen no começo do mês, confiscou registros e documentos relacionados a vários tópicos, incluindo o pagamento à atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels.

Apesar de liderar o Departamento de Justiça, Sessions não pôde escolher o promotor especial, porque ele se conteve da investigação russa, algo que Trump considerou uma traição.

Trump há meses criticando Sessions, o chamando de “frágil”, e também avaliou acabar com a “caça às bruxas” que considera a investigação russa, mediante as demissões de Mueller e Rosenstein, algo que para a oposição democrata seria um ataque direto à democracia do país.

Segundo alertam os especialistas, se Trump ousar despedir Mueller ou Rosenstein, poderia desencadear uma crise semelhante provocada pelo ex-presidente Richard Nixon, quando no chamado “Massacre de Sábado à Noite” destituiu o promotor especial encarregado de investigar o escândalo “Watergate”.

Naquela noite de sábado 20 de outubro de 1973, o então procurador-geral, Elliot Richardson, e seu vice, William Ruckelshaus, se negaram a executar a ordem e renunciaram, o que provocou uma onda de indignação contra Nixon e acelerou a sua saída do poder.

Ameaças

A atriz pornográfica Stormy Daniels detalhou seu suposto caso com o presidente Donald Trump e a ameaça que recebeu para tentar silenciá-la, em uma entrevista exibida em março.

Stormy disse a Anderson Cooper no programa “60 Minutes” que foi ameaçada por um homem em um estacionamento em Las Vegas quando tentou vender sua história, em 2011. Ela quer ser liberada de um acordo de confidencialidade, assinado pouco antes das eleições presidenciais, pelo qual recebeu US$ 130 mil – levando a acusações de que o pagamento representou uma contribuição ilícita para a campanha de Trump.

 

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