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Mundo O que a Universidade de Harvard precisa fazer para recuperar 9 bilhões de dólares cortados por determinados de Trump

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Fundada em 1636 na cidade de Cambridge, Harvard é a mais antiga e conhecida universidade dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

O governo do presidente Donald Trump enviou uma carta à Universidade de Harvard com uma lista de exigências que devem ser atendidas para encerrar uma revisão governamental de U$ 9 bilhões (cerca de R$ 52 bilhões) que a instituição recebe em financiamento federal. A medida faz parte da campanha do governo contra o que o republicano classifica como “antissemitismo descontrolado” nos campus universitários.

A carta enviada a Harvard, revelada inicialmente pela Fox News, afirma que a universidade “falhou fundamentalmente em proteger estudantes e professores americanos da violência antissemita” e exige “cooperação imediata na implementação dessas reformas críticas”.

Entre as condições impostas, Harvard, a faculdade mais rica do mundo, deverá “se comprometer com total cooperação” com o Departamento de Segurança Interna, responsável pela execução de políticas de imigração, incluindo deportações.

“Programas e departamentos de Harvard que alimentam o assédio antissemita devem ser revisados e modificações necessárias devem ser feitas para combater o viés, melhorar a diversidade de pontos de vista e acabar com a captura ideológica”, dizia a carta.

“Os contribuintes dos EUA investem enormemente em faculdades e universidades americanas, incluindo Harvard”, acrescnetou o governo. “Esses fundos são um investimento e, como qualquer investimento, dependem do desempenho do beneficiário, e não são garantidos por costume ou direito”.

Além de Harvard e Brown, a administração Trump anunciou medidas contra outras três instituições nas últimas semanas, incluindo a suspensão de US$ 175 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em recursos da Universidade da Pensilvânia e o bloqueio de dezenas de bolsas da Universidade de Princeton.

A carta foi assinada por Josh Gruenbaum, comissário do Serviço Federal de Aquisições da Administração de Serviços Gerais (GSA); Sean Keveney, advogado-geral interino do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS); e Thomas E. Wheeler, advogado-geral interino do Departamento de Educação.

Outros alvos

A ofensiva contra Harvard segue a mesma estratégia adotada pela Casa Branca no mês passado em relação à Universidade Columbia, que teve US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) em contratos e bolsas federais cancelados. Assim como Columbia, Harvard foi pressionada a proibir o uso de máscaras em seus campus — prática comum entre estudantes pró-Palestina durante protestos contra a guerra em Gaza, usada para proteger a identidade após denúncias de assédio online.

A administração Trump também pressionou as universidades a intensificar esforços para responsabilizar grupos estudantis, encerrar práticas de admissão baseadas em raça, cor ou origem nacional, e reformular as políticas sobre protestos nos campus.

Também nesta quinta-feira, a Casa Branca informou que pretende bloquear US$ 510 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) em contratos e bolsas federais da Universidade Brown, tornando-a a quinta instituição a enfrentar a ameaça de perder significativamente seus recursos federais.

Brown, assim como outras universidades da Ivy League, foi palco de confrontos relacionados à guerra em Gaza. A instituição foi uma das poucas a firmar acordos com estudantes para encerrar acampamentos de protesto.

A pressão contra Harvard é parte de uma força-tarefa criada pela Casa Branca para combater o antissemitismo em instituições de ensino superior, que já incluiu investigações sobre outras nove universidades.

Resposta de Harvard

Na última segunda-feira, o presidente de Harvard, Alan Garber, afirmou que a universidade havia dedicado “esforços consideráveis” nos últimos 15 meses para enfrentar o antissemitismo, acrescentando que ainda havia mais trabalho a ser feito.

Ele ainda disse que a universidade cooperaria com a administração, mas alertou que o cancelamento do financiamento federal “paralisaria pesquisas que salvam vidas e colocaria em risco importantes avanços científicos e inovações”.

“Muito está em jogo aqui”, escreveu Garber. “Em parceria de longa data com o governo federal, lançamos e desenvolvemos pesquisas inovadoras que tornaram incontáveis pessoas mais saudáveis e seguras, mais curiosas e bem-informadas, melhorando suas vidas, suas comunidades e o nosso mundo”.

Diante das ameaças de cortes, Harvard já havia anunciado um congelamento de contratações em março, em meio à crescente incerteza sobre os recursos federais. Universidades públicas e privadas em todo o país vêm sendo afetadas por reduções no financiamento promovidas pelo governo.

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