Terça-feira, 29 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 4 de julho de 2017
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, condenou de forma veemente o teste bem-sucedido de um míssil balístico intercontinental anunciado pela Coreia do Norte na manhã dessa terça-feira.
“Esta ação representa mais uma violação descarada das resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e constitui uma escalada perigosa da situação”, afirmou Guterres por meio de um comunicado oficial.
O dirigente acrescentou que os líderes do governo de Pyongyang devem evitar novas ações provocativas contra o Ocidente e cumprir plenamente suas obrigações em âmbito internacional.
Guterres enfatizou “a importância de manter a unidade da comunidade internacional para lidar com este sério desafio”, em uma referência às divergências entre os Estados Unidos e a China sobre o tema.
Reunião
Nesta quarta-feira, os membros do Conselho de Segurança devem se reunir para uma reunião de emergência, a portas fechadas. O assunto não poderia ser outro: o anúncio norte-coreano sobre o teste de seu primeiro míssil balístico intercontinental. A cúpula foi solicitada por representantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Horas após a confirmação do teste militar pelo país socialista, a embaixadora norte-americana Nikki Haley conversou com o embaixador chinês Liu Jieyi, que preside o Conselho neste mês. O objetivo foi transmitir o pedido da Casa Branca para que o assunto fosse discutido em caráter de urgência.
A China está pressionando para que sejam estabelecidas negociações entre as potências mundiais e a Coreia do Norte, a fim de convencâ-la a desistir de seu programa nuclear. Washington preconiza, no entanto, que antes de qualquer iniciativa nesse sentido as autoridades de Pyongyang devem primeiro interromper seus testes de mísseis.
O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, reiterou que os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. “Testar um artefato desse tipo representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo”, salientou.
Alcance
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que supervisionou pessoalmente o lançamento do míssil Hwasong-14. Segundo especialistas, o artefato é capaz de cruzar distâncias intercontinentais, chegando até ao Alasca, no Norte dos Estados Unidos.
A Academia das Ciências de Defesa da Coreia do Norte disse que o míssil atingiu uma altura de 2,8 mil quilômetros e percorreu uma distância total de 933 quilômetros.
O comando militar dos Estados Unidos no oceano Pacífico confirmou a façanha e detalhou que o míssil voou por 37 minutos antes de cair no mar do Japão.
Coincidência ou provocação, o lançamento coincidiu com as comemorações norte-americanas do 4 de Julho, o Dia da Independência. O fato levou o presidente Donald Trump a cobrar da China – principal aliada diplomática da Coreia do Norte – uma postura mais incisiva para “acabar com esse absurdo, de uma vez por todas”.