Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2019
Campeão absoluto em volume comercializado na Expointer, o segmento de máquinas aposta nessas novidades que multiplicam a produtividade das lavouras, associado às várias condições oferecidas pelos bancos para alavancar negócios na feira. Conforme o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul), a expectativa para esta edição é negociar R$ 2,4 bilhões – R$ 120 milhões (5%) a mais do que no ano passado.
“O aumento da produtividade que as máquinas agrícolas estão trazendo para as propriedades é muito grande. O produtor se deu conta de que para produzir mais e melhor ele precisa investir em maquinário. E a Expointer é a grande feira do segundo semestre, no Rio Grande do Sul, onde são feitos os grandes lançamentos para o próximo ano no Brasil”, resume o presidente da entidade, Claudio Bier.
Na última mostra, o segmento foi responsável por 99% do faturamento da exposição. O que contribui para o otimismo do segmento são as boas expectativas dos bancos e agências de fomento – projetadas para superar em 20% a comercialização do ano passado.
“Os bancos têm o perfil mais fiel do agricultor, porque a sistemática mudou. Hoje, ele vai na agência da sua cidade antes da feira e já vem para a Expointer com seu crédito aprovado. Quando chega aqui, escolhe a máquina que mais agrada e já fecha o negócio. Então, se os bancos estão otimistas, nós esperamos que a comercialização seja ainda maior do que a que nós prevemos”, aponta Bier.
Moderfrota
Esta é a primeira edição da feira com o novo Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras). Como ele foi encerrado precocemente no ciclo 2018/2019, parte dos negócios teria ficado represada, mas voltaria a ganhar volume neste semestre com a reativação da linha de crédito, avalia o empresário.
O diretor-administrativo da Emater, Vanderlan Vasconselos, enxerga nas opções de financiamento o grande diferencial para que a tecnologia de ponta chegue também ao pequeno produtor: “Nunca tivemos tanta expectativa para a chegada das melhores e mais novas máquinas na mão do agricultor familiar. Tendo em vista que 70% da alimentação que chega hoje à mesa do gaúcho vem do pequeno agricultor, os ganhos de produtividade vão gerar consequências para o desenvolvimento de todo o Estado”.
Produtividade
Aumento do número de sacas colhidas por hectare e redução das perdas plantando no dia certo e com agilidade são consequências de uma palavra cada vez mais almejada pelo agricultor: produtividade. Além do conhecimento técnico sobre a atividade agrícola, o grande potencializador dos ganhos de produção é o maquinário.
Gerente de marketing tático de uma das grandes fabricantes presentes na Expointer, Maurício de Menezes observa que, apesar de os olhos dos visitantes brilharem com o tamanho de colheitadeiras, o segredo é quase imperceptível: “A fonte da produtividade não está no ferro da máquina, mas na rapidez da tomada de decisão que a tecnologia embarcada nela proporciona”, afirma o executivo. “Uma colheitadeira parada por um dia vai causar atraso no plantio, o que pode levar à perda de até uma saca por hectare de milho”.
Dono de mil hecatres de soja e arroz no município de Barra do Ribeiro, Saul Olavo Gross aproveitou o movimento mais tímido do primeiro dia de Expointer para avaliar novos investimentos. Aos 67 anos, já não se impressiona mais com palavras como smartphone, GPS e tudo mais que contempla a agricultura de precisão. “Precisamos estar sempre atualizados com o que há de novo, para plantar no tempo certo e com as quantidades exatas. Lá no final da safra a gente vê que valeu à pena”.
Histórico
– 2018: R$ 2,284 bilhões;
– 2017 – R$ 1,923 bilhões;
– 2016 – R$ 1,909 bilhões;
– 2015 – R$ 1,690 bilhões;
– 2014 – R$ 2,713 bilhões.
(Marcello Campos)