Sexta-feira, 07 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2019
Os cuidados com a beleza deixaram de ser assunto apenas de mulher, e o mercado já percebeu esse movimento. A compra de cosméticos para cuidados com a aparência aumentou 35% entre os homens.
E as pesquisas mostram, este ano, que a previsão é de que o Brasil chegue ao topo do ranking mundial de usuários de produtos de beleza masculina, alcançando cifras na ordem de US$ 6,7 bilhões.
Nos consultórios dermatológicos, a aplicação de toxina botulínica é um dos procedimentos mais procurados pelos homens.
O objetivo é amenizar as linhas de expressão na testa e na lateral dos olhos. Outra indicação da toxina é para a hiperidrose axilar (excesso de suor nas axilas), que melhora muito a qualidade de vida dos pacientes.
Os homens também já descobriram preenchimento com ácido hialurônico para definir o ângulo mandibular e o queixo, conferindo mais masculinidade ao rosto.
O dermatologista Daniel Coimbra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta porém, que é necessário ter cuidado e bom senso para evitar exageros.
Pesquisa
Os tempos são outros, e os homens, também. Eles não têm mais medo de cuidar da beleza. Segundo uma pesquisa Cosmentology, feita no Brasil pelo Grupo Croma, em parceria com a Netquest, 39% dos entrevistados passaram a se preocupar com beleza e cosméticos nos últimos cinco anos.
Na avaliação de Edmar Bulla, diretor executivo do Grupo Croma, um dos fatores que explicam esse cuidado é o culto da beleza, impulsionado pelas redes sociais.
“É uma profunda mudança de hábitos, com jovens que têm grande necessidade de expressão”, avaliou ele, acrescentando que o País é o segundo maior mercado de cosméticos masculinos do mundo (perde apenas para os EUA).
E isso se reflete nas empresas, que passaram a lançar itens específicos para esse público, que não se contenta mais em usar os produtos que já estão no banheiro, como o xampu da mãe ou namorada.
Assim nasceu a Sobrebarba. Em 2014, Samuel Tonin, que vinha deixando a barba crescer há alguns anos, não encontrava produtos nacionais para este tipo de pelo, e as opções importadas eram caras.
“Eu usava produtos para cabelo, mas eles ressecavam a barba. Experimentei um xampu em óleo, e funcionou, mas era muito caro. Eu já queria empreender, e percebi que compraria esse produto se tivesse no Brasil”, disse o sócio fundador da Sobrebarba.
De lá para cá, vários produtos foram lançados, sempre trabalhando com sugestões de clientes e fazendo adaptações a partir do feedback deles, explicou.