Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2020
Uma das pacientes de Covid-19 mais velhas de que se tem notícia no Brasil recebeu alta neste domingo (12), no hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Gina Dal Colleto Fernandes tem 97 anos e foi internada no dia 1º de abril com sintomas graves da doença.
Quase foi intubada e levada para a UTI. A doutora Ludhmila Hajjar, que é médica de Gina, afirma que a força da paciente, a boa estrutura hospitalar e a companhia da família fizeram toda a diferença no tratamento. “Em dois dias de internação, ela estava sozinha e deprimida. Pedi que a filha Maria Helena viesse ficar com ela no hospital. Mudou tudo”, diz Ludhmila. “A filha já tinha tido Covid-19. Então pude deixá-la com acompanhante”, segue.
“Se não estivesse com a filha ao lado, ela não estaria bem. Não comia, estava revoltada. Quando chegou a Maria Helena, tudo mudou”, afirma a médica. “Por isso temos que pensar em estratégias para os doentes que ficam sozinhos, de ter contato com a família por vídeo, FaceTime. A solidão piora muito o quadro”, diz Ludhmila.
Dona Gina tem suporte respiratório, com doses altas de oxigênio, e foi medicada com corticóide, antibióticos e cloroquina. O medicamento tem sido receitada para pacientes internados mesmo que estudos ainda não tenham comprovado de forma cabal a sua eficácia.
O oncologista Paulo Hoff, que é diretor do hospital, ressalta a importância que o suporte oferecido aos pacientes tem no tratamento da doença. “Há vários medicamentos sendo estudados, mas ninguém sabe bem ainda se eles funcionam. A função do médico e do hospital é dar apoio para que essa infecção [pulmonar, causada pelo coronavírus] seja debelada. O suporte na realidade é o mais importante”, afirma ele.
Coreia do Sul
As autoridades da Coreia do Sul anunciaram na sexta-feira (10) que 91 pacientes que supostamente tinham eliminado o novo coronavírus voltaram a apresentar a presença do vírus em novos exames.
Jeong Eun-kyeong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC, na sigla em inglês), informou a jornalistas que o vírus pode ter sido “reativado”, em lugar de os pacientes terem sido infectados novamente.
As autoridades de saúde da Coreia do Sul disseram que continua incerto o que está por trás da tendência, porque as investigações epidemiológicas ainda estão em curso. A perspectiva de que pessoas voltem a ser infectadas pelo vírus é uma preocupação internacional, já que muitos países têm a esperança de que as populações infectadas desenvolvam imunidade suficiente para prevenir um ressurgimento da pandemia.
O número de sul-coreanos que voltaram a apresentar presença de coronavírus em exames já havia subido a 51 na segunda-feira (6). Quase sete mil sul-coreanos teriam se recuperado da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. “O número [de retornos de infecção] só vai crescer, 91 é apenas o começo, agora”, disse Kim Woo-joo, professor de doenças infecciosas no Hospital Guro, da Universidade da Coreia.
Jeong, do KCDC, mencionou a possibilidade de que o vírus tivesse sido “reativado”, em lugar os pacientes terem sido infectados de novo. Kim também disse que o mais provável é que os pacientes tenham sofrido uma “recaída”, e não que tenham sido infectados de novo.
Resultados falsos de exames também podem ter causado a alta, disseram outros especialistas, ou restos do vírus podem continuar presentes no organismo dos pacientes, mas sem serem infecciosos ou representarem perigo para o hospedeiro ou outras pessoas.