Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2025
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com assento no Palácio do Planalto avaliam que a pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (2) com nova queda da popularidade do governo ainda é resultado de uma estratégia equivocada de comunicação adotada no início da gestão.
A desaprovação ao governo do petista completou a quarta alta consecutiva e agora aparece descolada do índice de aprovação, em um nível inédito para a atual gestão. São 56% os que desaprovam a administração petista, contra 41% que a avaliam positivamente. As taxas eram de 49% e 47%, respectivamente, no levantamento anterior, de janeiro.
Há no Palácio do Planalto uma avaliação que só a partir de agora as mudanças implantadas em janeiro na Secretaria de Comunicação Social (Secom) vão resultar em campanhas para divulgar realmente as ações do governo. Nos primeiros três meses, a nova equipe se preocupou em levantar o que já havia sido feito em cada área. O evento desta quinta-feira de balanço de dois anos da gestão, com a presença de Lula, vai justamente servir para divulgar essas ações.
Já ministros não petistas dizem que o resultado da pesquisa preocupa e culpam a inflação dos alimentos, que estaria se sobressaindo às políticas positivas e entregas do presidente, por impactar diretamente o bolso dos brasileiros.
Para assessores palacianos do presidente, o mote “O Brasil voltou”, adotado logo no início do terceiro mandato do petista, criou uma falsa expectativa de que as promessas de campanha seriam entregues imediatamente. Como isso não aconteceu, houve frustração da população que agora se reflete nas pesquisas. Esses auxiliares entendem que o correto seria ter demarcado de forma mais clara no começo da gestão os problemas deixados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e frisar que estruturas governamentais haviam sido desmontadas, o que dificultaria o trabalho de reconstrução.
A nova equipe da Secom entende que para destacar a situação atual do País é preciso mostrar como estavam as coisas quando Lula subiu a rampa do Planalto para mostrar que hoje o “copo está meio cheio”. Do jeito que a comunicação foi conduzida, a leitura que a população faz, de acordo com essa visão dos auxiliares de Lula, é que “o copo está meio vazio”.
O núcleo do governo acredita que a partir deste mês, com campanhas publicitárias alinhadas à nova linha de comunicação, será possível reverter o quadro de desaprovação. Os auxiliares do presidente dizem ainda que a população não tem conhecimento completo das realizações da gestão. A meta agora é propagar o “conjunto da obra”. (Com informações do jornal O Globo)