Sábado, 11 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2020
Os especialistas projetam semanas muito duras para a América Latina
Foto: ReproduçãoA célebre Esplanada das Mesquitas em Jerusalém reabriu as portas neste domingo (31), em um novo exemplo do lento retorno à normalidade no mundo, algo muito distante para a América Latina, atual epicentro da pandemia, que superou a barreira de 50 mil mortes provocadas pelo coronavírus, quase 30 mil delas no Brasil.
Mais de seis milhões de pessoas foram infectadas e pelo menos 369.086 (balanço da AFP) morreram no mundo vítimas da Covid-19, que provoca profundas divisões na comunidade internacional sobre a maneira como enfrentar a pandemia, como demonstrou a decisão do governo dos Estados Unidos de romper com a OMS (Organização Mundial da Saúde), acusada por Washington de ser muito indulgente com a China, onde o coronavírus foi detectado em dezembro.
Os especialistas projetam semanas muito duras para a América Latina. O Brasil, com 29.341 vítimas fatais, se tornou o quarto país com mais mortes, atrás dos Estados Unidos (104.383), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415). O país, de 210 milhões de habitantes, registra ainda o segundo maior número de contágios confirmados no planeta: 514.992 casos.
A situação no Brasil é ainda mais complicada pela decisão do presidente Jair Bolsonaro de expressar oposição ao confinamento decretado por vários governadores e prefeitos, seguindo as recomendações da OMS e da comunidade científica internacional. Bolsonaro defende, inclusive, o retorno do futebol profissional no Brasil, paralisado desde março.
Mas o Brasil não é o único foco na América Latina. A pandemia também avança com força no México, com 9.930 mortes em uma população de 120 milhões, e Peru, com 4.506 vítimas fatais para 33 milhões de habitantes e que no fim de semana ultrapassou a barreira de 160 mil casos confirmados.