A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, ministros e executivos de seu governo resolveram cortar os próprios salários em 20% nos próximos seis meses. Os escritórios, escolas e serviços não essenciais da Nova Zelândia foram fechados nas últimas três semanas e a atividade econômica está paralisada, pois o país realiza um dos mais rígidos bloqueios do mundo.
Devido à desaceleração global e doméstica, o governo previu que haverá desemprego no país. “Reconhecemos que os neozelandeses que dependem de salários enfrentaram cortes nos pagamentos ou perderam seus empregos por cauda pandemia global”, disse a primeira-ministra durante entrevista coletiva.
Reduzir o seu próprio salário e o dos subalternos “é onde podemos agir”, ela afirmou. A Nova Zelândia registrou nesta quarta-feira (15) 20 novos casos de Covid-19. Até agora, o país teve 1.386 infecções e nove mortes.
O governo decretou um confinamento. Na semana que vem, deverá haver uma decisão sobre a manutenção da regra – há discussões a respeito de um abrandamento, que possibilitaria a volta de atividades econômicas consideradas seguras. O orçamento do ano, que será anunciado no dia 14 de maio, será feito com uma recuperação econômica como prioridade.