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Política Partido de Bolsonaro já escala deputados para enfrentar base de Lula na CPMI dos atos extremistas; saiba quem são

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Deputado só fez 3 projetos voltados à área quando ainda era vereador em Belo Horizonte. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL já sabe quem ocupará as três cadeiras às quais a bancada da Câmara terá direito em uma eventual CPMI dos Atos Golpistas, aditivada após a demissão do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Gonçalves Dias. Autor do requerimento pela abertura da CPMI, o deputado André Fernandes (PL-CE) será indicado automaticamente à presidência da Comissão. A segunda cadeira caberá ao ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Visto como “bolsonarista” e um “quadro técnico” do partido na Câmara, Ramagem foi o primeiro parlamentar a encaminhar um pedido para integrar a CPMI ao líder do partido, Altineu Côrtes, e agrada a todas as alas da legenda. A terceira vaga, porém, ainda é motivo de disputa.

Para engajar a militância bolsonarista, a cúpula do PL avalia a indicação do deputado Nikolas Ferreira (MG) ou de Filipe Barros (PR), que têm impacto nas redes sociais. Entretanto, a vaga caberá a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, caso o parlamentar manifeste a vontade de levantar a bandeira da família na CPMI. Quanto à escolha do partido no Senado, o favorito para ocupar a cadeira reservada ao PL é Carlos Portinho (RJ), líder do partido na Casa.

Mais assinaturas 

O requerimento que pede a instauração da CPMI ganhou três assinaturas após a divulgação de imagens que mostram a movimentação de Dias no Palácio do Planalto durante a invasão do prédio, nos atos golpistas do dia 8 de janeiro: Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), Rafael Simões (União-MG) e Aécio Neves (PSDB-MG) agora endossam o requerimento que, no total, conta com 195 assinaturas.

Até mesmo a base do governo mudou de posição e agora se encaminha para apoiar a CPMI após Dias ter sido desligado do cargo. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o apoio à CPMI foi discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. De acordo com o senador, os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também concordam com a mudança de posição.

“Nós estivemos com o presidente da República. Conversamos sobre vários temas, sobre a situação. Eu, o líder Wagner, o líder Guimarães, conversamos também com o ministro Padilha. Esse caminho está amadurecido no núcleo político do governo”, afirmou Randolfe.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que quer que o PT se posicione de modo favorável à CPMI.

“Defendo que apoiemos”, afirmou.

Da mesma forma, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso, declarou que o governo precisa apoiar a comissão para apurar a responsabilidade de bolsonaristas nos atos. O deputado do PT disse que a demissão de Dias do cargo era a “única saída possível”.

“Houve uma perda de confiança do presidente Lula. Houve o pedido por parte do presidente Lula das imagens e disseram que não existiam as imagens. Houve aquela decretação de sigilo que ninguém entendia o motivo. De fato, isso é muito grave”, criticou.

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