Sexta-feira, 25 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2017
Pegar um voo do Brasil para a Guiana Francesa pode sair bem mais barato do que atravessar os 378 metros da nova ponte que liga as cidades de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, e Saint-Georges de l’Oyapock, no território ultramarino da França. Inaugurada em 18 de março, após seis anos de atraso e duas décadas de seu projeto, a interligação custou 68 milhões de reais, segundo o Ministério dos Transportes. O investimento foi rachado meio a meio entre Brasil e França.
Apesar disso, o governo francês cobra até 430 euros (cerca de 1.500 reais) de quem quer chegar de carro a partir do Brasil – já o caminho inverso está livre de qualquer tipo de pagamento. As motos (o principal meio de transporte em Oiapoque) não estão isentas. Para qualquer tipo de veículo, os valores mudam de acordo com o prazo de validade da apólice – o viajante pode optar por coberturas com duração de um a três meses.
A cobrança é para o pagamento do seguro obrigatório que os veículos brasileiros devem fazer caso queiram entrar na Guiana Francesa. Para evitar a taxa, muitos fazem a travessia a pé ou de bicicleta num percurso que soma 25 quilômetros entre as duas cidades. Como comparação, um voo entre Manaus e Caiena – a capital da Guiana Francesa – sai a partir de 156 dólares (ou 490 reais) em um dia de semana. Para atravessar o rio de Oiapoque a Saint-Georges de barco o custo total de ida e volta é de somente 30 reais.
O tráfego predominante pela ponte é de carros com placas da Guiana Francesa. O mais comum é ver bikes passando, ou pessoas a pé. Apesar da ligação terrestre, os moradores de Oiapoque continuam a fazer a travessia de barco (em “voadeiras”) num percurso de 15 minutos.
Os pedestres estão isentos do “pedágio”, mas podem ser expulsos, caso não estejam com a carteira transfronteiriça ou excedam o tempo de permanência estipulado. Cada morador possui o documento que lhe permite ficar por 72 horas em Saint-Georges. Caso seja flagrado de forma irregular, o oiapoquense é deportado e fica impedido de renovar a carteira. (Folhapress)
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