Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2020
Fechamento do local foi determinado pela prefeitura para evitar aglomerações
Foto: Maria Ana Krack/PMPACom as portas fechadas para o ingresso de compradores na área interna e funcionando apenas por meio de tele-entrega e “pegue e leve” após determinação da prefeitura de Porto Alegre, os permissionários do Mercado Público vivem dias de angústia e incerteza, acumulando prejuízos em meio à pandemia de coronavírus.
Além de perdas financeiras, a paralisação está causando desemprego, segundo a Associação do Comércio do Mercado Público Central. De acordo com a entidade, mesmo com a escassa entrada de recursos devido ao fechamento do prédio histórico, os boletos de cobrança de aluguel não param de chegar.
Conforme a associação, 40% dos permissionários não conseguiram colocar os últimos pagamentos em dia, assim como está difícil a negociação junto à Procuradoria-Geral do Município, que não concede prazos maiores para a quitação das dívidas e não está isentando de multa e juros os aluguéis atrasados.
Ivan Konnig, proprietário do Costelão do Mercado, afirmou que o açougue tem um custo operacional muito alto que não é possível reduzir. “Contando o valor das rescisões, já passamos de R$ 250 mil de prejuízo. Tivemos que demitir 15 dos 27 funcionários”, revelou.
Já Celso Rossatto, sócio-proprietário da Banca 10, que comercializa produtos perecíveis como frutas e verduras, estima em 90% as perdas no período. “Estamos trabalhando apenas com a tele-entrega. Mas está muito fraco. Não paga a metade das despesas”, disse. Rossatto deu férias antecipadas a cinco colaboradores para evitar demissões.