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Termina nesta segunda-feira em nove cidades gaúchas mais uma etapa da pesquisa que usa testes rápidos de coronavírus

Pesquisadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante: resultado fica pronto em 15 minutos. (Foto: Luís André/SES)

A pesquisa destinada a identificar de forma mais precisa o número de pessoas que já contraíram o coronavírus no Rio Grande do Sul conclui nesta segunda-feira (29) mais uma etapa de testes rápidos e entrevistas. Encomendado pelo governo gaúcho, o estudo da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) mapeia os casos e acompanha a velocidade de disseminação do contágio entre os gaúchos.

Assim como nas oito rodadas anteriores, estão sendo testadas desde o sábado 4,5 mil pessoas em nove cidades selecionadas: Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul e Pelotas. O total de domicílios é de 500 em cada município.

Os resultados são divulgados por integrantes da coordenação do estudo e do governo do Estado em aproximadamente 48 horas após a finalização da coleta de dados.

Como os números mais recentes indicam percentuais inferiores a 0,5%, o cronograma para a nova série prevê intervalo de quatro semanas: a quinta fase é realizada de 27 a 29 de junho, a sexta deve acontecer de 25 a 27 de julho, a sétima está prevista para o período de 22 a 24 de agosto e a oitava entre 26 e 28 de setembro.

“Caso a prevalência aumente, vamos diminuir o intervalo entre as etapas”, explica o reitor da UFPel e coordenador-geral da pesquisa, Pedro Hallal. “Se a proporção de casos ficar acima de 1%, o intervalo passa a ser de três semanas; se ultrapassar 5%, reduzimos para duas semanas.”

Metodologia

Em cada município, a seleção das residências e dos moradores que farão o teste ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base. Para a realização do exame, os entrevistadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que é analisada pelo aparelho de testes em 15 minutos.

Enquanto aguarda o resultado, o participante responde a perguntas sobre sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina em relação a medidas de prevenção e isolamento social.

Os entrevistadores são profissionais voluntários da área de saúde, têm o cartão de identificação do estudo e usam EPIs (equipamentos de proteção individual): máscaras, aventais, sapatilhas e luvas (todos descartáveis), além de óculos especiais.

A pesquisa conta com o apoio das secretarias de saúde, centros de vigilância epidemiológica e órgãos de segurança pública dos municípios. Em caso de dúvida, os participantes podem entrar em contato com a Brigada Militar ou a Guarda Municipal para obter confirmar informações sobre a abordagem às casas.

Na tarde de sexta-feira (26), a Defesa Civil emitiu um aviso, por meio de mensagem de texto do tipo “SMS” (em celulares) para quem está cadastrado no serviço, informado que nos dias 27, 28 e 29 de junho os pesquisadores, devidamente identificados, realizariam as visitas nas nove cidades.

Financiado pela Unimed Porto Alegre, o Instituto Cultural Floresta e o Instituto Serrapilheira-RJ, o estudo da UFpel conta com a parceria de 12 instituições públicas e particulares de ensino superior:

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre), Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Unisc (Universidade de Santa Cruz do Sul), Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Unipampa (Universidade Federal do Pampa), UCS (Universidade de Caxias do Sul), Imed, UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), UPF (Universidade de Passo Fundo) e Unilasalle (Universidade La Salle).

(Marcello Campos)

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