Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2025
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Riozinho e outro em Rolante
Foto: PF/DivulgaçãoA PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), a Operação Fluviolus com o objetivo de aprofundar as investigações envolvendo os crimes de compra de votos e uso de documentos falsos para fins eleitorais que teriam ocorrido nas eleições municipais de 2024 em Riozinho, no Vale do Sinos.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município e outro em Rolante. Um dos investigados é um vereador de Riozinho.
As investigações iniciaram a partir de informações recebidas pelo Ministério Público, que identificou um grande número de transferências de títulos de eleitor para Riozinho. O número de eleitores na cidade passou a ser maior do que a quantidade de habitantes.
“No decorrer das investigações, foi possível identificar que uma pessoa ligada a um candidato oferecia dinheiro para indivíduos transferirem seus títulos de eleitor ao município de Riozinho. Posteriormente, tal pessoa realizava o transporte desses eleitores no dia do pleito e efetuava os pagamentos, após a votação, aos respectivos eleitores”, informou a PF.
Itaara
Também nesta quarta, a PF deflagrou a Operação Preço da Democracia para investigar corrupção eleitoral no pleito de 2024 em Itaara, na Região Central do RS.
Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um homem que teria oferecido a venda dos votos de 20 pessoas, por valores de R$ 500 a R$ 1.000 cada.
“A investigação teve início a partir da denúncia de um dos candidatos que não teria aceitado a oferta. Ressalta-se que a mera solicitação de dinheiro para dar voto em determinado candidato já constitui o crime previsto no Código Eleitoral, ainda que a oferta não seja aceita. Em eleições municipais, onde a diferença de votos entre candidatos pode ser mínima, a compra e venda de votos têm um impacto ainda maior, podendo distorcer significativamente o resultado das eleições e a representatividade da vontade popular”, afirmou a PF.