Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 13 de fevereiro de 2025
Há registros de que o grupo comete crimes cibernéticos há 19 anos. (Foto: Divulgação/PLSF)
Foto: Divulgação/PLSFAs polícias Civil da Bahia e do Senado realizaram nesta quinta-feira (13) a segunda etapa da Operação Hermes contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em parlamentares com o desvio de milhas aéreas. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas cidades baianas de Salvador, Lauro de Freitas e Una.
Ninguém foi preso nesta quinta. A polícia vai, em um primeiro momento, analisar o material e, depois, encaminhá-lo para o Ministério Público, que pode abrir uma denúncia. De acordo com informações da Polícia Legislativa do Senado, o grupo criminoso teria causado um prejuízo de mais de R$ 2 milhões.
Na operação, os agentes identificaram supostos integrantes da quadrilha e apreenderam documentos, celulares e computadores que teriam sido utilizados para aplicar os golpes. A organização criminosa usava os dados dos parlamentares para acessar as milhas, transformavam os pontos em passagens e as revendiam para terceiros, afirmam os investigadores.
Há registros de que o grupo comete crimes cibernéticos há 19 anos. Um dos suspeitos tem o apelido de “senador”, relatou um policial que atuou na operação. Os investigadores afirmam ter encontrado planilhas que detalham como funcionava a organização criminosa e como os valores eram desviados.
Esta foi a segunda etapa da Operação Hermes, a primeira foi realizada no ano passado em Curitiba (PR). A Polícia Legislativa do Senado não informou quais parlamentares foram alvo dos golpes aplicados pela quadrilha. Deputados e senadores recebem do Congresso uma verba específica para compra de passagens aéreas, para que possam se deslocar dos seus estados para Brasília. Por isso, acumulam muitos pontos em programas de milhagem. Na Câmara, por exemplo, o benefício pode chegar a R$ 51,4 mil por mês para cada deputado. As informações são do portal de notícias g1.