O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, acompanhou na manhã dessa terça-feira (4), o início dos trabalhos da empresa especializada contratada para limpeza das 14 escolas próprias do município alagadas pela enchente. O serviço, com investimento de R$ 1,6 milhão, teve início pela Escola de Educação Infantil JP Patinho Feio, no bairro São Geraldo.
“É o momento da limpeza, da retomada e de refazer estas escolas para que a comunidade escolar seja acolhida novamente da melhor forma possível. Juntos, vamos devolver a educação, que é tão essencial para a formação das nossas crianças e jovens”, declarou Melo.
Durante a vistoria, ele anunciou ainda o repasse de recursos extras para reformas e compra de equipamentos para 27 das escolas conveniadas que atendem alunos da educação infantil do munícipio, duramente atingidas pelas cheias. Os valores podem superar os R$ 7 milhões, a depender do orçamento aprovado de cada instituição.
“Realizamos uma grande força-tarefa para iniciar a limpeza das nossas escolas, contando com o apoio das direções, da comunidade escolar e de parceiros, como o Exército Brasileiro. Esse processo agora será realizado por uma empresa especializada, que fornecerá também os materiais e equipamentos, para que o mais breve possível nossas escolas estejam limpas e prontas para receber os reparos necessários”, conta o secretário de Educação, Maurício Cunha.
Das 99 escolas próprias, 14 foram parcial ou completamente alagadas. Até o momento, com o recuo da água, foi possível acessar prédios de nove destas unidades. Enquanto ocorre a limpeza, estão em elaboração os processos de compra de novo mobiliário, equipamentos para refeitórios, e reequipagem das unidades.
Já para as reformas estruturais dos prédios escolares, nesta sexta (7), serão definidas as empresas responsáveis pelo contrato de obras com investimento de R$ 85 milhões. O contrato prevê obras em 93 escolas da Capital, incluindo as alagadas.
Corredor humanitário
Foi iniciada, na noite dessa terça, a retirada dos rachões e materiais do corredor humanitário do Largo Vespasiano Júlio Veppo, na Estação Rodoviária. A desmobilização é possível devido à queda do nível do Guaíba no Centro Histórico de Porto Alegre.
O caminho alternativo serviu como acesso a veículos de emergências e abastecimento da cidade, via Castelo Branco. O material retirado será reaproveitado.
“Os corredores humanitários tiveram um importante papel na maior cheia da história de Porto Alegre. Agora, achamos seguro desmobilizar, até mesmo para garantir a mobilidade do entorno, e aos poucos, a volta das atividades’’, ressalta o secretário de Obras e Infraestrutura, André Flores.
A desativação do corredor não causará impacto no trânsito, tendo em vista que, desde que baixou a água na região, os motoristas são direcionados para a via no sentido correto de saída para a Castelo Branco. Por enquanto, segue o bloqueio no local em que havia o acesso alternativo.
O corredor humanitário começou a ser construído no dia 8 de maio. Dois dias depois, foi removida a passarela de pedestres da Estação Rodoviária, na rua da Conceição. A medida foi necessária para permitir a passagem de caminhões e veículos de ajuda humanitária, que garantiram o abastecimento da cidade nos dias mais críticos da enchente, desafogando a RS-118.
Posteriormente, o corredor foi ampliado e veículos de passeio tiveram o tráfego liberado. Além do caminho alternativo no Centro Histórico, foi aberto outro na Zona Norte, na avenida Assis Brasil entre a Fiergs e a Freeway (BR-290).