Sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2023
Decisão sobre preços deve sair na semana que vem
Foto: Rovena Rosa/ABrO presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta sexta-feira (12) que a estatal deve decidir na semana que vem sobre os reajustes de combustíveis e a nova política de preços praticada. As falas ocorreram durante coletiva de imprensa sobre os resultados financeiros da Petrobras no primeiro trimestre. Prates não descartou o anúncio de aumentos. Questionado sobre o novo critério utilizado para definição de preços nas refinarias, ele afirmou que será o de “estabilidade versus volatilidade”.
“O critério que vai ser usado é o de estabilidade versus volatilidade. Não precisamos voltar ao tempo em que não houve nenhum reajuste no ano inteiro. Em 2006 e em 2007 aconteceu isso. E também não precisamos viver dentro da maratona de 118 reajustes para um único combustível, como foi em 2017, o que levou à crise enorme da greve dos caminhoneiros”.
Conforme o presidente da Petrobras, o novo formato deverá evitar tanto a estagnação de preços quanto o que chamou de “maratona” de reajustes. “Existe chance de reajuste? Sim. Há uma chance de que, ao tratar desse assunto na semana que vem, a gente faça uma avaliação de alguns combustíveis”, disse.
A Petrobras baliza os valores das vendas às distribuidoras com base no preço de paridade de importação (PPI). A política oficial de preços da Petrobras foi criada em 2016, orientada pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.
Conforme a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras está 14% acima das cotações do mercado internacional, em atualização desta sexta-feira. Isso representa uma defasagem de R$ 0,39 por litro. Já o diesel tem uma defasagem de 9% – ou R$ 0,28 por litro.