Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, nesta segunda-feira (7), o Colégio Anchieta realiza em Porto Alegre até sexta-feira (11) a uma série de atividades sobre o tema. A programação inclui dinâmicas de grupo, rodas de conversa e jogos cooperativos. com foco na reflexão e prevenção da prática entre os estudantes.
O evento – intitulado “2ª Semana de Prevenção ao Bullying” – tem como slogan “Eu faço amigos, não faço bullying”. A iniciativa é coordenada pelo Serviço de Orientação Educacional (SOE) da instituição de ensino, com o apoio do corpo docente e participação de alunos de todas as séries. No foco, aspectos como empatia, comunicação e cooperação.
“A iniciativa busca sensibilizar crianças e adolescentes para a importância do respeito e da convivência fraterna, prevenindo práticas de violência no ambiente escolar e digital”, ressalta a coordenadora do SOE, Isabel Cristina Tremarin. “Os pais também são convidados a participar de atividades com os filhos em casa.”
Ela acrescenta: “A educação se dá em um processo de interação do estudante com outros adultos, que não são da sua família, e com outras crianças que não são tão próximas. É dessa maneira que ele vai formalizando os seus conceitos e a sua forma de conviver. No entanto, o ‘cyberbullying’ amplificou um problema que sempre existiu, uma vez que as agressões passaram a acontecer também nas redes sociais”.
Nos encontros com as turmas, as orientadoras educacionais trabalham o conceito e os tipos de bullying. Além das atividades, são distribuídas cartilhas educativas sobre o tema a alunos, pais/responsáveis e colaboradores. Constam no material informações e orientações inclusive sobre o que fazer quando uma situação é testemunhada ou vivenciada.
No Anchieta, o bullying tem sido um assunto tratado desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, mediante abordagem e linguagem adequadas a cada faixa etária. Isabel destaca a importância da promoção de relações humanas saudáveis, de acordo com os princípios de convivência escolar, responsabilidade, cooperação, solidariedade, alteridade e respeito às diferenças:
“A ideia é de que todos tenham clareza sobre como devem proceder nessas situações e qual o encaminhamento a ser feito. O processo termina quando todas as partes entendem que houve uma solução”.
Saiba mais
Para quem não está familiarizado ao assunto, o “bullying” (palavra do idioma inglês e que até hoje não encontrou tradução literal em português) é também chamado, no Brasil, de “intimidação sistemática”. Trata-se, basicamente, de qualquer ato repetido e intencional de violência física, verbal ou psicológica, realizado tanto por guris quanto por gurias, dentro ou fora do ambiente escolar.
A prática tem sido um dos grandes desafios de autoridades, gestores, educadores, pedagogos, pais e sociedade em geral. Afinal, a importunação compromete não apenas o rendimento escolar como a própria saúde mental da vítima, às vezes com traumas que se fazem sentir até mesmo na vida adulta.
Também é motivo de preocupação porque costuma revelar problemas no âmbito do agressor. Muitas vezes, a criança ou o adolescente que se comporta como “valentão” está reproduzindo padrões nocivos de comportamento observados no ambiente familiar ou mesmo estimulados pelo acesso a conteúdos inadequados no mundo virtual.
(Marcello Campos)